A tragédia aumenta: 28 vidas perdidas em razão dos temporais no RS

As equipes de resgate seguem atuando em diferentes regiões do Rio Grande do Sul em busca de sobreviventes e pessoas ilhadas.

Ao mesmo tempo, os servidores e voluntários se deparam com uma triste realidade: mais corpos de pessoas que perderam as vidas em razão do rápido avanço das águas.

Na manhã desta quarta-feira (6), mais sete óbitos foram confirmados. O governador Eduardo Leite informou pelo Twitter:

“Recebi, há pouco, a confirmação de mais seis mortes, no município de Roca Sales, no Vale do Taquari. Lamentamos cada vida perdida e estamos trabalhando para fazer todos os resgates possíveis nas regiões mais atingidas. Milhares de pessoas já foram salvas por nossas equipes. As atenções se dirigem agora, também, para o Vale do Rio Pardo. Helicópteros da Brigada, dos Bombeiros e da Civil são empregados para resgates, com o apoio de 1 aeronave da PRF, 1 da FAB e 1 da Marinha. Trabalho para que as forças armadas possam liberar mais aeronaves o quanto antes”.

Ainda na manhã de hoje, mais um óbito foi confirmado, chegando em 28.

MINISTROS

Ministros do governo federal estão fazendo um sobrevoo na região atingida pelas enchentes. O secretário da Comunicação da Presidência da República, Paulo Pimenta, e o ministro da Integração e Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, chegaram perto das 10 horas ao Rio Grande do Sul. Eles já conversaram com o governador Eduardo Leite.

A expectativa é de que eles vistoriem as cidades de Muçum, Encantado e Roca Sales, além de Santa Tereza e Nova Roma.

Até as 10h30 desta quarta-feira, a Defesa Civil estadual contabiliza 70 municípios afetados. Além das 27 mortes, há 3.084 pessoas desalojadas e 2.299 desabrigadas. Estima-se em 52.157 o total de pessoas afetadas. Os dados são atualizados em tempo real e mudam a todo instante.

RIO DOS SINOS

O Rio dos Sinos segue em alerta de cheia. Na manhã de hoje, em Novo Hamburgo, ele estava em 6,29 metros – o alerta é disparado acima de 6 metros.

As autoridades seguem monitorando a força das águas, principalmente envolvendo a chuva nas cabeceiras de outros rios que desaguam no Sinos.

Também existe uma preocupação com cheias no Guaíba, em Porto Alegre, onde chegarão as águas de rios como Taquari, Caí e Sinos.

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