Universitários denunciam uso político do DCE da Unisinos; já DCE da Feevale nega organizar evento

Na semana passada, o Diretório Central dos Estudantes (DCE) da Unisinos promoveu evento político em nome dos universitários da instituição. Contudo, uma parte dos estudantes não concordou com o posicionamento do DCE, que pendurou bandeiras da CUT, MST, UNE, entre organizações ligadas ao governo federal. Detalhe: o slogan do diretório é “Todas as Cores”, só que algumas ficaram de fora da manifestação.

Já amanhã (07.04) está prevista uma mobilização no câmpus 2 da Universidade Feevale: é o

Lançamento da Frente Universitária Contra o Golpe – Feevale.

Alguns universitários procuraram o Blog Martin Behrend reclamando que o dinheiro dos estudantes está sendo utilizado para patrocinar este evento político. O Diretório Central dos Estudantes (DCE) da Feevale nega que seja o organizador, conforme e- mail enviado à reportagem. “Não temos nenhum

vínculo com este evento, tanto que não há nenhum tipo de divulgação por parte do DCE. Este evento é organizado de forma independente

por estudantes.

O DCE não autorizou nenhuma divulgação em seu nome sobre esse evento.”

Confira a seguir a Nota de Repúdio do Uniliber – Liberais da Unisinos

Nós, do UNILIBER – Liberais da Unisinos, bem como todos seus representantes e ex-alunos, vimos por meio desta nota manifestar total repúdio em relação ao ato realizado na última terça-feira (29) pelo Diretório Central dos Estudantes (DCE) da Unisinos.

Ao utilizar a estrutura da universidade para manifestar única e exclusivamente sua visão de mundo, a chapa Todas As Cores mostra que, na verdade, tem apenas uma cor: a vermelha, predileta dos partidos de esquerda, especialmente do governista Partido dos Trabalhadores.

Questionamos o fato de que aqueles que se dizem “a favor da democracia” defendem políticos que buscam, na verdade, obstruir investigações e calar adversários que venham a denunciar seus crimes. Apesar de se apropriar de um slogan "em favor da democracia", os estudantes fizeram questão de decorar o palanque com bandeiras do MST, CUT, UNE, Levante Popular da Juventude, entre outros, que há muito defendem regimes ditatoriais como o de Cuba, Venezuela e da Coréia do Norte, se colocando em clara contradição.

Perguntamos: este é o DCE de Todas as Cores? Pelo que se mostra nas fotos divulgadas nas redes sociais, algumas cores estão mais em evidência do que outras. Acreditamos que este ato marca um novo momento na Unisinos e, mais uma vez, prova que a gestão atual do DCE está na universidade não para representar os alunos, e sim alguns segmentos partidários bem específicos.

Reforçamos, mais uma vez, o óbvio ululante defendido por juristas renomados, advogados, acadêmicos, Ordem dos Advogados do Brasil e demais entidades, pelos próprios ministros do Supremo Tribunal Federal e, por fim, legitimado pela Constituição: impeachment não é golpe. A própria história do PT reforça esse argumento, visto que o partido protocolou 50 pedidos de impedimento em 12 anos.

Atônito, o mundo assiste à crise que assola ao Brasil, fruto de treze anos da tradicional fracassada administração esquerdista. O povo brasileiro, cansado de tamanha corrupção e total desrespeito à lei por parte do partido governista e demais políticos, já apresenta quase 70% de rejeição à presidente em exercício. Nesse sentido, resta-nos concordar com o que disse Lula em relação ao impeachment:

“O povo brasileiro deu a demonstração de que é possível, o mesmo povo que elege um político, destituir esse político. Eu peço a Deus que nunca mais o povo brasileiro esqueça essa lição”.

Por fim, ressaltamos que, sim, a universidade é um espaço para manifestações, reflexões e local para iniciarmos a modificar o país. Nosso descontentamento se dá pela hipocrisia de um DCE que supostamente defende a “democacia”, mas empurra goela abaixo bandeiras totalitárias aos estudantes.

Entretanto, como reflexo de toda atitude autoritária, sempre há vozes que surgem da multidão, e isso pôde ser observado nas redes sociais – e assim o será também no campus daqui em diante, seguindo o que tem acontecido naturalmente na sociedade brasileira.

“O que me preocupa não é o grito dos maus, e sim o silêncio dos bons” (Martin Luther King Jr.)

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