Universitário perdeu o pai e a mãe para a Covid. A dor virou solidariedade

Mais de 330 mil brasileiros perderam a vida pela Covid-19 ou por complicações da doença, desde o início da pandemia do novo coronavírus.

No Rio Grande do Sul são mais de 20 mil óbitos.

A cada novo caso, uma reação diferente dos familiares. Cada um tem a sua maneira de enfrentar um assunto tão triste, pesado e difícil, que é a perda de uma pessoa próxima. Neste cenário, temos ainda aqueles que se despediram prematuramente de familiares. A dor é multiplicada.

No intervalo de 13 dias, Jovane de Oliveira perdeu o pai e a mãe por
complicações pela Covid-19, no Hospital Centenário, em São Leopoldo.

Após a morte do pai,
no dia 22 de março,
o jovem estudante de Psicologia buscou na
solidariedade forças para suportar a dor da perda. Reuniu amigos e
iniciou a arrecadação de recursos para a aquisição de fraldas adulto
para a instituição.

Depois de quatro dias, acompanhado da namorada
Roberta, entregou uma quantidade expressiva de pacotes do produto e
avisou que gostaria que continuar colaborando com o hospital. “Sei que
vocês fizeram de tudo para manter ele vivo, e serei eternamente grato
pelo trabalho de todos”, disse Jovane.

No sábado, dia 3 de abril,
veio a notícia da perda da mãe.

Mais um fardo pesado a ser carregado. Mais uma triste notícia numa família já fragilizada. Então, a
dor, novamente, é transformada em força, em vontade de ajudar, de fazer
pelo outro.

Na manhã desta segunda-feira (5), Jovane retornou ao
Hospital Centenário com mais doações e fez um apelo: “Sei que vocês
fizeram e têm feito um trabalho excepcional, não só com os meus pais,
mas com todos que tem passado pelo hospital com esta doença. Estamos
vivendo um momento extremamente delicado, quero continuar ajudando.
Todos devem se ajudar para que possamos sair dessa juntos e vivos”,
disse e afirmou quer pretende manter com os amigos a campanha em prol do
Hospital Centenário seja para doar fraldas ou outros itens de
necessidade da instituição.

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