Trabalhadores de indústria calçadista começaram a receber valores devidos

Cerca de 200 ex-funcionários são representados pelo Sindicato dos Sapateiros de Parobé

Trabalhadores estão sendo informados do andamento das ações do sindicato. Divulgação

Nesta semana, o Sindicato dos Sapateiros de Parobé (Sindiparobe) reuniu ex-trabalhadores da indústria calçadista Tiptoe para apresentar atualizações sobre a ação judicial relacionada à empresa e esclarecer como estão sendo realizados os pagamentos aos beneficiários.

O encontro contou com a participação do presidente da entidade, João Pires, e do advogado Reni Elizeu da Silva, responsável por prestar os esclarecimentos jurídicos aos trabalhadores.

Durante a reunião, foi informado que uma ação ajuizada pelo sindicato, em 2016, resultou no bloqueio judicial de um imóvel vinculado a um dos sócios da Tiptoe. Posteriormente, foram vendidos o terreno localizado em Parobé e outro imóvel situado em São Paulo.

Os recursos obtidos estão sendo divididos entre aproximadamente 200 ex-funcionários representados pelo sindicato. De acordo com o advogado Reni Elizeu da Silva, cerca de 50 trabalhadores já receberam os valores. Os pagamentos restantes deverão ser realizados gradualmente pela Justiça, ainda sem uma data individual definida para cada beneficiário.

“A notícia é positiva para os trabalhadores. Aproximadamente 50 pessoas já receberam e ainda faltam cerca de 150. A Justiça informou que os pagamentos serão realizados semanalmente, e agora estamos aguardando a continuidade desse processo”, explicou Reni.

O presidente, João Pires, destacou a importância da atuação da entidade e do acompanhamento permanente do caso. “Esta é uma luta que começou há vários anos e que agora está trazendo resultados concretos. O Sindicato continuará acompanhando o processo, cobrando os encaminhamentos necessários e mantendo os trabalhadores informados”, afirmou João Pires.

A orientação para os ex-funcionários envolvidos na ação é manter seus dados atualizados e acompanhar os canais oficiais da entidade. Como os pagamentos estão sendo processados pela Justiça, não há, até o momento, um calendário individual para informar quando cada trabalhador receberá. A entidade reforça que seguirá prestando esclarecimentos e atuando na defesa dos direitos dos trabalhadores até a conclusão dos pagamentos.

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