Testemunha de um acidente na BR-116

Como jornalista e radialista, estou acostumado a noticiar acidentes de trânsito.

Seja no microfone da Rádio União – 105.3 FM ou no Portal Martin Behrend, a prestação de serviços faz parte da rotina jornalística.

Eu já tive, inclusive, a experiência de ter noticiado um acidente em que estive envolvido. Um carro em alta velocidade, no trecho de Novo Hamburgo da BR-116, demoliu o porta-malas do meu Palio.

Acabei ligando pra Rádio ABC – onde eu iria apresentar um programa – informando sobre o acidente em que estava envolvido – felizmente, sem ferimentos por causa do cinto de segurança.

Na tarde desta segunda-feira (29), porém, passei por uma nova experiência. Fui testemunha de um acidente na BR-116. Bem na minha frente.

Estava deixando Porto Alegre, após uma reunião de trabalho. Eram 16h05. Logo após passar a ponte sobre o Rio Gravataí, na divisa de Porto Açegre com Canoas, ocorreu o acidente.

Eu trafegava na faixa da esquerda, junto ao muro e ao guard-rail. Na minha frente, estava um carro esportivo e, logo à frente, uma moto. Dois veículos já tinham ultrapassado a moto, que não estava em alta velocidade.

O veículo esportivo também estava para ultrapassar. A moto abriu sutilmente um espaço. O carro botou no lado. E, numa questão de um ou dois segundos, houve o movimento crucial: a moto colidiu no espelho retrovisor do veículo.

Que cena!

O tombo do motociclista foi imediato. Ele foi escorregando até o guard-rail, onde teve o impacto da moto. Eu consegui desviar meu veículo pela direita e parei logo em frente. O carro esportivo foi adiante, mas com velocidade reduzida.

Atrás do meu carro, vinha um caminhão. Ele freou abruptamente, deixando as marcas de borracha no asfalto.

Desci do meu veículo e fui ver a situação do motociclista. O motorista de caminhão também veio ajudar.

Enquanto o caminhoneiro conversava com o condutor ferido, eu liguei pro Samu. 192. Lembrem-se desse número: 192! Falei com a atendente e, depois, com o médico. Recebi orientações sobre o que fazer – e o que não fazer com a vítima do acidente.

Em seguida, liguei para a Polícia Rodoviária Federal (PRF). 191. Lembrem-se desse número: 191! Repassei a localização do acidente para orientação dos policiais.

Neste meio tempo, tinha chegado um pedestre pra ajudar no suporte ao motociclista, que estava com corte na cabeça, sangue escorrendo e com os braços arranhados e sangrando.

Em seguida, também chegaram mais duas pessoas. Era o motorista do carro esportivo com seu filho. Eles tinham parado o carro mais pra frente, na lateral da rodovia federal.

A Samu chegou com duas motolâncias e uma ambulância. Em seguida veio a PRF.

O atendimento ao motociclista ocorreu, inicialmente, na BR-116. Após, ele foi levado pra ambulância com consciência – inclusive ligou do seu telefone celular. Os policiais pegaram informações da colisão com o motorista e comigo. Na sequência, quatro pessoas se mobilizaram pra retirar a moto – ela estava embutida no guard-rail.

A ambulância partiu em direção ao hospital. A PRF me liberou e seguiu dialogando com o motorista, mas já com a BR-116 liberada.

O trânsito exige cuidados. São centímetros. Fração de segundos.

É também importante que lembrar que, caso opte em trafegar numa velocidade inferior, circule na faixa da direita. Todos precisam colaborar e fazer a sua parte.

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