Simers denuncia Centro Médico Capilé por situação precária e Prefeitura rebate acusações

O Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (SIMERS) visitou na
semana passada o Centro Médico de Especialidades Capilé, em São Leopoldo.
Durante a fiscalização, a entidade detectou a falta de condições de trabalho,
segurança e salas de atendimentos subutilizadas. A entidade médica também
constatou um baixo número de profissionais para atender a demanda, causando
transtornos aos pacientes e médicos. O sindicato comunicou estar informando a
Secretaria Municipal da Saúde, o Conselho Regional de Medicina (Cremers) e a
Vigilância Sanitária sobre essa realidade.


Segundo matéria publicada no site do Simers, “o posto também
não conta com informatização e segurança. Médicos precisam fazer os laudos a
mão e os relógios de ponto eletrônico estão no local, porém não estão
instalados, fazendo com que os horários sejam registrados em um livro ponto.
A entrada do Centro Médico é desprotegida. Há um vigia na portaria,
mas apenas para proteger o patrimônio. Assim funcionários e pacientes
totalmente vulneráveis a situações de violência. Outro grave problema
identificado na visita realizada pelo SIMERS foi a falta de água e papel
higiênico nos banheiros. O elevador que opera nos cinco andares do posto
está estragado desde o ano passado.



Nesta quarta-feira, o secretário municipal da Saúde de São
Leopoldo, Marcel Frison (PT), assina nota oficial com respostas da Secretaria
de Saúde de São Leopoldo ao Simers.

Diante de publicação na página do Sindicato Médico do RS
(Simers) [ http://www.simers.org.br/2017/01/23297/ ],
do dia 18 de janeiro, sob o título: “Centro Médico Capilé funciona em situação
precária”, a Secretaria Municipal de Saúde (Semsad) da Prefeitura de São
Leopoldo tem a registrar:

1) Causa-nos estranheza o tom de denúncia
assumido pelo Simers depois de sua visita ao Centro Médico Capilé, no início da
terceira semana de governo da atual gestão, haja vista que o sindicato
praticamente ignorou a situação de calamidade na área de Saúde pública no
município entre os anos de 2013 e 2016.

2) Não é verdade que falte condições de
trabalho no Centro Médico Capilé. O ambiente não é insalubre e se hoje há salas
subutilizadas isso se deve à expressiva diminuição promovida por nosso governo
na lotação de CCs naquele local. Salas vazias também se devem às férias dos
profissionais de saúde – que foram autorizadas em massa no fim da gestão
anterior, em dezembro, sem que se preocupassem com a mínima oferta dos serviços
assistenciais para a população.

3) De fato, até dezembro de 2016, na
gestão anterior, um paciente poderia ficar até cinco meses na espera por uma
consulta para traumato/ortopedia. Desde a primeira semana deste ano, constatada
a situação, a Prefeitura organizou a agenda para que o tempo de espera não
ultrapasse 60 dias. Um dos motivos que levava ao grande atraso do ano passado,
era o não pagamento, pela gestão anterior, da empresa terceirizada que presta o
serviço de raio X – e que não recebia desde agosto de 2016. O atual governo
quitou a dívida de R$ 136 mil (relativos apenas ao Centro Médico Capilé) a fim
de garantir a melhor cobertura possível à população leopoldense –
resultando na diminuição do tempo de espera na fila.

4) É absolutamente fantasiosa a afirmação
do Simers de que o Centro Médico Capilé “não conta com informatização e
segurança”. Há computadores, estão em funcionamento e disponíveis a
qualquer profissional que desejar utilizá-los. Na única portaria de acesso para
os usuários há sempre um vigilante armado de empresa de segurança terceirizada
que fica no local da primeira à última hora de atendimento – sendo que é o
responsável por guarnecer a abertura e o fechamento da unidade.

5) Ao acionar a empresa responsável pelo
ponto biométrico, a Semsad foi informada que a gestão anterior não honrou as
relações contratuais e, por isso, os relógios-pontos não funcionarão até que a
Prefeitura pague R$ 600 mil (à vista!) devido à dívida acumulada em mais de um
ano.

6) A Semsad não registrou nenhuma
reclamação sobre falta d’água no Centro Médico Capilé no dia 18 de janeiro de
2017.

7) O elevador está em funcionamento. E
esteve durante todo o mês de janeiro.

8) A Semsad ainda aguarda a notificação
oficial anunciada pelo Simers, mas antecipa desde já os esclarecimentos
necessários à imprensa e à população de São Leopoldo.

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