Revitalização de histórica rua permitirá aproximação da comunidade com o Rio dos Sinos

Uma das vias mais importantes na história do Vale do Sinos e local que testemunhou a chegada dos primeiros imigrantes alemães está em obras.

As secretarias do Meio Ambiente (Semmam) e de Obras Viárias (Semov) de São Leopoldo iniciaram, nesta semana, a revitalização da Rua da Praia, no bairro Rio dos Sinos. O projeto prevê criar no local uma grande área de lazer, com ciclofaixa, passeio público, equipamentos de ginástica, playground e praça.

De acordo com um dos projetistas da urbanização da via e engenheiro do Departamento de Fiscalização de Obras da Semov, Denilson Karam, nesta primeira fase está sendo feita a drenagem pluvial da rua e depois se necessário, as equipes vão trabalhar na rede de água.

Segundo o engenheiro da Semmam, Maidard Finardi Vieira, a topografia da área precisou ser refeita para evitar que algumas árvores saudáveis fossem removidas. “Assim, vamos conseguir preservar as árvores ao longo do rio e vamos remover apenas as que forem necessárias do outro lado da rua”, explicou. Por causa desta nova topografia, houve uma mudança no projeto. A ciclofaixa, que teria 579 metros de extensão

ocupando toda a Rua da Praia, ocupará 379 metros, não chegando até o final da via. “Sem a retirada das árvores, o final da rua foi ficando estreito e por isso seria inviável ter a ciclofaixa e o passeio público junto.”

A intenção de revitalizar a Rua da Praia é de fazer com que o local não só seja valorizado historicamente como também seja usado como ponto de ecoturismo e para educação ambiental. Além disso, existe a preocupação de transformar e recuperar socioambientalmente. Assim, o cidadão terá um contato maior com o rio, com o ambiente que o envolve e também terá mais um espaço de lazer na cidade para poder usufruir com a família e amigos. A previsão para finalizar a obra é para julho, caso não haja nenhum imprevisto e poucos períodos de chuva.

HISTORIA

Em 1824, com a chegada dos primeiros imigrantes alemães no Vale dos Sinos, ocorreu a demarcação dos lotes coloniais. Tal medição, nesse período, trouxe uma série de conflitos, visto que a região já apresentava ocupações anteriores, datadas do século XVIII. A Capela Curada de Nossa Senhora da Conceição da Colônia de São Leopoldo foi elevada à Vila em 1846, passando a contar com uma Câmara de Vereadores, responsável pela administração do povoado.

O rápido crescimento e desenvolvimento da região possibilitaram, 18 anos depois, o seu reconhecimento como cidade. A ocupação e as intervenções exigidas pela expansão e crescimento da população foram deixando suas marcas e constituindo, na dinâmica do tempo, a nossa cidade. São marcas do passado, memórias que familiarizam esse espaço para todos nós, naturalmente um patrimônio, uma herança de todos.

A Ponte 25 de Julho, por exemplo, que liga o sítio histórico da cidade à margem esquerda do Rio dos Sinos, datada de 1875-76, foi uma das “portas” da cidade, dinamizando as trocas e as comunicações indispensáveis ao crescimento social e econômico da região. É também considerado importante o fato de situar-se na área a residência onde habitou Henrique Luiz Roessler, pioneiro na luta pela defesa e proteção do ambiente natural do Rio Grande do Sul.

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