Projeto de inclusão digital de Campo Bom será o único do RS a receber prêmio na Argentina

Campo Bom está entre os 12 melhores projetos do Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai inscritos no Programa de Apoio ao Setor Educacional do Mercosul (Pasem) e estará em Buenos Aires nos dias 6 e 7 de julho para receber o prêmio Paulo Freire, que reconhece iniciativas inovadoras em práticas digitais. O projeto premiado, Inclusão Digital – Faço parte dessa Rede, concorreu com 258 inscritos e ficou entre os 12 melhores, quatro deles do Brasil, sendo Campo Bom o único do Rio Grande do Sul.

Segundo a titular da Secretaria Municipal de Educação e Cultura, Eliane dos Reis, trata-se da sétima premiação internacional obtida pela rede municipal de ensino nos últimos seis anos. Além do destaque do Pasem, o projeto que representa o RS na Argentina já recebeu prêmios como o do Sindifisco (2012), Construindo a Nação (Sesi, em 2013) e Inep/Mec (em 2014).

“Este

concurso é organizado por um instituto de renome, o que nos enche de alegria e nos dá a certeza de que estamos no caminho certo. As crianças hoje, estão inseridas no mundo digital, e precisamos acompanhar esta evolução. Por isto aliamos o uso de ferramentas tecnológicas ao ensino e estimulamos nossos alunos, indo além sala de aula", comemora a secretária.

O projeto Inclusão Digital – Faço parte dessa Rede, insere no município desde 2009, políticas de inclusão digital e projetos voltados a essa proposta. O W-Campo Bom, que é a internet sem fio de acesso gratuito em toda a cidade, é um deles. Soma-se à essa política a implantação de laboratórios de informática em todas as escolas, instalação de lousas interativas (quadros

negros digitais) e mesas educativas nas escolas; projetos educacionais com o uso de tecnologias envolvendo alunos e professores e cursos de informática gratuitos para a comunidade.

São exemplos práticos dessa rede digital nas escolas, projetos como o jornal digital TOQE (escola

Presidente Vargas), Jornal da Escola (escola D. Pedro II) e a revista eletrônica Mistureba, nas quais os alunos utilizam as tecnologias disponibilizadas pelas escolas para realizar coberturas jornalísticas. Os projetos Peri e Ecoweb, ambos premiados internacionalmente, também são embasados no uso de tecnologias disponibilizadas pela secretaria de Educação. No Peri, os alunos criaram um sistema que informa os moradores da comunidade escolar sobre cheias no arroio Peri; e no Ecoweb, registram os estudos sobre meio ambiente com celulares e tablets.

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