A manhã desta quarta-feira (24) está movimentada em algumas cidades do Vale do Sinos.
Ouvintes da Rádio União FM informaram, ainda na madrugada, a movimentação de viaturas da Polícia Civil do Rio Grande do Sul em direção ao Vale do Sinos.
A resposta desta mobilização é a Operação Outback, que está cumprindo 39 ordens judiciais em 7 municípios do estado do Rio Grande do Sul, sendo eles: Esteio, Canoas, Sapucaia do Sul, São Leopoldo, Novo Hamburgo, Gravataí e Santa Cruz do Sul.
MENSAGENS DE TERROR
A operação busca desarticular um braço financeiro de facção criminosa com forte atuação na Região Metropolitana..
O grupo compra dívidas de diferentes somas e, a partir disso, passa a praticar terrorismo contra os devedores, multiplicando os valores devidos, ameaçando os familiares e intimidando com mensagens de terror, inclusive informando a morte de familiares e possibilidade de incendiar os negócios da pessoa e de parentes. Na prática, é o terror psicológico.
No bairro Canudos, em Novo Hamburgo, foi preso uma liderança deste braço da facção criminosa. O nome do homem ainda não foi divulgado pelos policiais civis.
Nas primeiras duas horas de operação foram confirmadas as prisões de seis pessoas.
Segundo o delegado Mário Souza, diretor do 2º Departamento de Polícia Regional Metropolitana (DPM) de Canoas, com a prisão de envolvidos na extorsão, a polícia buscará recuperar valores repassados indevidamente pelas vítimas.
Ainda não se sabe o número exato de vítimas da extorsão, mas diversos moradores da região relataram sofrer perseguição e intimidação da facção.
A Operação Outback está sendo liderada pela Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco/Canoas). A ação de hoje contou com mais de 200 policiais civis em 41 viaturas e apoio aéreo.
DENÚNCIAS
O material nas denúncias apontava que através de mensagens de texto, áudio e chamadas telefônicas efetuadas pelo aplicativo Whatsapp, uma facção com berço no Vale dos Sinos, exigiu valores altíssimos de certas pessoas sobre o pretexto de terem comprados dívidas e utilizando-se do nome da facção e dos líderes dela.
As ameaças eram relacionadas a diversos tipos de cobranças que são impossíveis de serem pagas. Uma vítima que em tese teria intermediado um negócio que não foi bem sucedido teve uma “suposta” dívida de mais de R$ 30.000,00 transformada em mais de R$ 250.000,00.
As investigações apontam que indivíduos ligados à organização criminosa utilizavam nomes das principais lideranças de uma facção no Estado. Os criminosos estavam assumindo “supostas” dívidas muitas vezes não existentes e exercendo todo tipo de pressão para serem pagos, mantendo as vítimas presas psicologicamente pelas ameaças a sua pessoa e a familiares com uma dívida impagável.
CONFIRA ABAIXO DEZENAS DE MILHARES DE REAIS APREENDIDOS PELOS POLICIAIS – INCLUINDO DÓLARES E CHEQUE


























