Presidente da ACIS de São Leopoldo divulga nota após assassinato de empresário

Não foi por falta de aviso. Em 22 de dezembro de 2014, a

Associação Comercial, Industrial e de Serviços de São Leopoldo (ACIS-SL) divulgou

nota à comunicade gaúcha

com o seguinte título: "A Segurança NÃO pode ser esquecida". Registrei no blog esta manifestação como poder ser conferido no link http://www.martinbehrend.com.br/home/noticia.php?id=424.

Não passou um mês deste posicionamento, a ACIS-SL divulgou

hoje outra nota, igualmente assinada por seu presidente, Siegfried Koelln: “Novamente, pagamos pelos erros do Estado”. No texto, o dirigente leopoldense lamenta a morte de seu primo e empresário, Manfred Koelln, assassinado por um preso do regime semiaberto. Acompanhe a nota na íntegra:

Novamente, pagamos pelos erros do Estado*

Em 2014, a Associação Comercial, Industrial e de Serviços de São Leopoldo decidiu apoiar as demandas dos órgãos públicos de Segurança e emitiu uma Carta Aberta à sociedade gaúcha chamando a atenção para uma série de questões que prejudicam este direito constitucional, dentre elas a falta de estrutura física e a necessidade de rever a legislação quanto aos regimes aberto e semiaberto. Escrevemos este documento porque nós, empresários, sabemos que a violência bate constantemente à porta das nossas empresas. E é extremamente doloroso quando isto ocorre com conhecidos, amigos e parentes, como foi o episódio que vitimou na semana passada o empresário Manfred Koelln, meu primo, diretor da Carrocerias Altari S/A, localizada junto a BR 386 em Estrela – RS. Ele foi covardemente assassinado dentro da sua fábrica, justamente por um preso do regime semi-aberto, que após o ocorrido voltou para a cadeia como se nada tivesse acontecido. Até quando a sociedade brasileira terá que conviver com estes indivíduos que, após roubar e matar, ainda têm o privilégio de cumprir suas penas em liberdade, ceifando mais vidas? E ainda por cima, nos procedimentos legais, ainda terá o apoio gratuito da Defensoria Pública, que é paga com os impostos dos cidadãos de bem deste Estado.

É inadmissível que a sociedade tenha de pagar pelos desmandos do Poder Público, que liberta assassinos sob os mais diversos argumentos, tais como: “Assim diz a lei”, “não tem vagas nos presídios”, dentre outros. É momento de a sociedade começar a agir, questionar e exigir mudanças. É momento de exigir que nossos senadores e deputados federais debatam com urgência esta legislação que privilegia assassinos e bandidos em detrimento das famílias de cidadãos de bem. Em 2014 houve 125 assassinatos em São Leopoldo, com as mais diversas causas, mas certamente com um grande envolvimento de criminosos que estão soltos de maneira indevida e comandados de dentro de nossos presídios. E o que dizer sobre os constantes assaltos e roubos que nossos associados estão sofrendo? Até quando famílias como as de Gabriel Rodrigues, empresário assassinado em junho do ano passado, em Novo Hamburgo e de Manfred Koelln, vão prantear a morte de seus entes queridos?

Qual será a ação concreta do poder público para alterar o quadro que aí está?

*Siegfried Koelln – Presidente da Associação Comercial, Industrial e de Serviços de São Leopoldo

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