Depois de reunião com o comitê técnico da Covid-19, prefeitos da região do Vale do Sinos definiram por recomendar o uso de máscaras em ambientes fechados da região. O anúncio foi feito nesta quarta-feira (1º).
Em São Leopoldo, por exemplo, já havia a orientação para uso da peça nos ambientes fechados das escolas.
A medida, que será associada à intensificação das campanhas de conscientização pelos municípios, visa a tentar conter a curva ascendente de casos de Covid registrados nos últimos dias.
Esse cenário, associado às doenças de inverno, como gripe, tem superlotado a rede pública de saúde e também UTIs. “Se faz necessário conter a circulação viral nos locais onde os riscos de contaminação são maiores, por isso a recomendação”, justifica Jerri Meneghetti, prefeito de Dois Irmãos presidente da Associação dos Municípios do Vale do Rio do Sinos (Amvars), responsável pela R7 perante o Gabinete de Crise do Estado.
A indicação de uso do equipamento de segurança associado às medidas de higiene, como uso de álcool em gel, foi a forma que tanto comitê quanto prefeitos encontraram de tentar conter a evolução de casos. “É uma medida que não impacta muito na vida das pessoas, no seu dia-a-dia, mas que deve ajudar a conter a curva, por isso a importância de ser levada a sério pela comunidade”.
O uso é recomendado para todos os tipos de espaços fechados, seja de lazer, trabalho ou saúde, onde o uso segue obrigatório. “Essa alternativa, se respeitada, deve evitar medidas mais radicais”, ressalta Jerri, lembrando que a observância do ciclo completo de vacinação é outro cuidado que deve ser tomado pela comunidade.
AVISOS
Também nesta quarta-feira, o rápido aumento de casos de covid-19 e de internações devido a essa e outras doenças fez com que o governo do Estado, novamente, emitisse novos Avisos a todas as 21 regiões.
É a terceira semana consecutiva em que isso ocorre, depois de nove semanas sem Avisos ou Alertas no Sistema 3As de Monitoramento, responsável pelo gerenciamento da pandemia no Rio Grande do Sul.
“Estamos diante de um momento em que várias doenças, não só a covid-19, estão circulando, contaminando e causando superlotação de emergências e urgências, e um número alto de casos envolvendo crianças e de idosos ”, alertou a secretária da Saúde, Arita Bergmann. Além das outras síndromes respiratórias, comuns à época mais fria no Estado, e aos casos de dengue, também se observa um aumento na busca por atendimentos eletivos, represados durante a pandemia.
CASOS DE COVID
O aumento de casos de Covid-19 ocasionou elevação no número de internados em leitos clínicos, entre suspeitos e confirmados – de 341 em 9 de maio para 737 em 31 de maio, ou seja, mais que duplicando em três semanas.
A variação de confirmados e suspeitos em UTI, no mesmo período, de 9 a 31 de maio, passou de 134 para 215 – aumento de 60%.
O contágio acelerado também já traz reflexos ao número de óbitos causados pela doença. No início de maio, a média móvel de óbitos diários no RS era quatro. Na última semana deste mês, a média móvel diária subiu para oito.
VACINAS
O governo do Estado reforça, mais uma vez, a importância de que a população busque a dose de reforço e a segunda dose da vacina contra a covid-19.
Cerca de 80% da população residente no Rio Grande do Sul está com o esquema vacinal primário (duas doses) completo, mas apenas 53,9% tomou a dose de reforço, completando o esquema vacinal. A vacinação contra a influenza, outra doença que compromete o sistema respiratório, é também vista como fundamental pelo Gabinete de Crise.
Além da imunização, o governo do Estado ressalta a importância do uso da máscara como prevenção contra a covid-19. Embora não seja mais obrigatória, o uso segue recomendado em casos específicos, como em hospitais, serviços de saúde e farmácias (mesmo que em ambientes externos), no transporte público e em situações de aglomeração, especialmente por pessoas com saúde debilitada ou que pertençam a grupos de risco. O uso da máscara também se faz indispensável quando da apresentação de sintomas respiratórios, especialmente em ambientes fechados.
