No começo da tarde desta terça-feira (2), eu estava com familiares em um apartamento na Rua Moema, em Capão da Canoa, no Litoral Norte gaúcho. Chovia.
Do nada, um estouro: PUM! Olhamos pela janela e a explosão tinha ocorrido num poste de energia elétrica. A poucos metros de onde estávamos. Era por volta de 13h15.
A explosão provocou pequenas chamas, que começaram, lentamente, a se espalhar pela estrutura de madeira.
Imediatamente, acionamos o porteiro e a zeladora do prédio para relatar a situação. Na sequência, notificamos a CEEE Equatorial via SMS e via robô do WhatsApp. Repassamos o número da Unidade Consumidora (UC) e recebemos um número de protocolo.
No WhatsApp, o robô da empresa informou: “Vi que você já informou uma Falta de Energia. Nossa equipe já está trabalhando para te atender, tá bem? Vou pedir pra você aguardar enquanto faço o possível pra acelerar o seu atendimento. Até mais!”
BOMBEIROS
Preocupados com as chamas e a fumaça, ligamos para o Corpo de Bombeiros de Capão da Canoa através do 193. Relatamos a preocupação com o fogo, os riscos de acidentes e novas explosões. O bombeiro, ao telefone, informou ter conhecimento da situação, a partir do relato de outro morador, mas explicou que não poderiam agir em razão da rede de energia elétrica estar ativa.
Segundo o bombeiro, o protocolo que eles observam é receber o chamado da CEEE Equatorial para, com a rede desativada, atuar com segurança. Então, deveríamos esperar, deixar o poste queimando e torcer para a CEEE Equatorial acionar o Corpo de Bombeiros para controlar o fogo.
CEEE EQUATORIAL
Após mais de uma hora de espera, apareceu uma equipe da CEEE Equatorial. Eles tiraram algumas fotos e foram embora.
Enquanto isso, o poste seguia queimando e com pedaços ruindo – confira vídeos abaixo. Pedestres e veículos seguiram passando pelo local com risco de algum acidente em razão da queda de partes do poste.
Pouco antes de completar duas horas do ocorrido, a equipe da CEEE Equatorial retornou. Fizeram mais fotos. Colocaram alguns cones para isolar o trecho da rua. Depois, cortaram galhos de uma árvore com facão. Os galhos foram usados para demarcar a região com problema. Então, retiraram os cones e foram embora.
Passadas mais de três horas, um caminhão do Corpo de Bombeiros veio até o local. Com o uso de uma mangueira, tentaram apagar o fogo. Após um sucesso inicial, eles foram embora. Só que o fogo voltou. E, nesse momento, a estrutura do poste na sua parte superior já estava se despedaçando.
Por volta das 17 horas, então, veio uma nova equipe da CEEE Equatorial. Foi quando iniciaram efetivamente os trabalhos. E uma das primeiras coisas que precisaram fazer foi subir com um balde de água e apagar o fogo que ainda atingia parte da estrutura de madeira – foto abaixo.
Posteriormente, eles bloquearam um trecho da Rua Moema. Por mais de três horas, a equipe trabalhou no local. Não houve a troca do poste de madeira, mas uma adaptação na parte superior com uma peça de cimento. O trabalho dos eletricistas foi intenso e elogiado pelos moradores. Eles finalizaram o trabalho por volta das 20h25.
A energia foi restabelecida perto das 21 horas.
O que mais provocou irritação e questionamento dos moradores foi pensar que, se lá no começo o atendimento tivesse sido realizado com rapidez, teria sido possível manter a estrutura do poste e o serviço, possivelmente, teria sido mais simples e demandaria menor tempo. Uma resposta ágil com mais eficiência e menos transtornos aos clientes.
Mas foram tantos protocolos e procedimentos, a demora foi tanta, os robôs apenas repetiam mensagens, que o fogo destruiu parte da estrutura, e o estrago ganhou outras proporções.
Enfim, a energia elétrica voltou.
CONFIRA ABAIXO VÍDEOS REGISTRANDO O FOGO E PEDAÇOS DO POSTE RUINDO
