A passagem do ciclone extratropical pelo Rio Grande do Sul deixou um rastro de 16 vidas perdidas, destruição, milhões em prejuízos e cenários devastadores.
Não bastasse tudo isso, o ciclone também provocou reações de atrito entre as prefeituras de Novo Hamburgo e São Leopoldo.
A gestão do prefeito Ary Vanazzi (PT) começou um bate-boca público acusou Novo Hamburgo de seguir com dificuldades em sua Casa de Bombas no bairro Santo Afonso, o que contribui para alagamentos em áreas de São Leopoldo. O governo leopoldense tentou verificar a situação in loco, acirrando ainda mais os ânimos.
Já a gestão da prefeita Fátima Daudt (MDB) respondeu informando que as três bombas – de um total de sete – estavam funcionando 24 horas por dia e que a sujeira despejada pela população prejudicava o escoamento da água e os descartes irregulares estragam os equipamentos – o Executivo hamburguense lamentou, ainda, a retirada de um gradil pela Prefeitura de São Leopoldo, que freava a circulação da sujeira.
AÇÕES EM CONJUNTO
Esse acirramento e essa troca de acusações – que nada ajudou a resolver os problemas das famílias que ficaram desalojadas – contrastam com movimentos anteriores dos dois municípios.
Em abril de 2021, o Portal Martin Behrend noticiou: “Novo Hamburgo e São Leopoldo buscam solução para problema de alagamentos de longa data”. A matéria pode ser relembrada aqui: https://martinbehrend.com.br/noticias/noticia/…
Em julho de 2021, o Portal Martin Behrend noticiou: “Novo
Hamburgo e São Leopoldo buscarão recursos junto à União para
reduzir alagamentos”. A matéria pode ser relembrada aqui: https://martinbehrend.com.br/noticias/noticia/…
Houve encontros, reuniões, soma de esforços e alinhamento para tentar resolver os problemas. Por qual motivo, então, essa parceria de vizinhos não trouxe os investimentos necessários?
POSICIONAMENTOS
A reportagem do Portal Martin Behrend procurou as duas prefeituras questionando exatamente essa situação: como os municípios passaram a dialogar para buscar soluções, por qual razão não ocorreram avanços? Abaixo estão os posicionamentos dos governos Ary Vanazzi e Fátima Daudt.
Prefeitura de Novo Hamburgo
A Procuradoria-Geral do Município de Novo Hamburgo esclarece que na
oportunidade a parceria não avançou por determinação do
Ministério Público (MP) de São Leopoldo. Ocorre que as casas de
bombas (as 5 localizadas em São Leopoldo, mais a localizada no
bairro Santo Afonso), além de todo o dique e suas áreas, ainda
pertencem à União e, na oportunidade, o MP leopoldense tomou
conhecimento de que a prefeitura de São Leopoldo havia entrado com
ação na Justiça Federal para que a União assuma de fato todo o
sistema, que foi implantado entre as décadas de 70 e 90 pelo extinto
Departamento Nacional de Obras e Saneamento (DNOS). Esta ação ainda
está em andamento. A Prefeitura de Novo Hamburgo segue investindo na
casa de bombas da Santo Afonso por inoperância do governo federal no
local.
Prefeitura de São Leopoldo
Considerando o questionamento sobre a “parceria” com a Prefeitura de Novo Hamburgo, cabe informar que São Leopoldo mantém à disposição permanente pelo diálogo e construção conjunta da solução para a Casa de Bombas do Arroio Gauchinho, localizada na divisa entre os dois municípios, e também não descarta a possibilidade da busca de recursos para a construção de um sistema alternativo que garanta a drenagem na região nordeste.
ARTIGO
Uma semana após a passagem do ciclone pelo Rio Grande do Sul, o editor do Portal Martin Behrend escreveu o artigo “Alagamentos e cheias após o ciclone: existem culpados?”
O artigo pode ser conferido aqui: https://martinbehrend.com.br/noticias/noticia/…
