Polícia Civil divulga vídeo e detalhes da Operação Monet, com apreensões em Ivoti. Prefeito também se manifesta.

A Polícia Civil deflagrou na manhã desta quinta-feira (23) a Operação Monet no combate a fraudes licitatórias, dispensa indevida de licitação e associação criminosa, no âmbito do Executivo Municipal de Ivoti. Foram cumpridos 15 mandados de busca e apreensão na Prefeitura de Ivoti, em Autarquia municipal de Ivoti, empresas e residências de investigados, em sete cidades da região do Vale dos Sinos. A ação contou com o apoio do Ministério Público de Contas, Ministério Público Estadual e Delegacia de Polícia de Ivoti.

Segundo os delegados André Lobo Anicet, Max Otto Ritter e Luciana Caon, as investigações tiveram início após apontamento do Tribunal de Contas do Estado (TCE) verificar irregularidades na contratação de empresas para prestação do serviço de água e esgoto no município de Ivoti. “Em meados de 2013 o Município abriu mão do serviço de abastecimento de água e esgoto, que até então era prestado pela Corsan, e criou uma autarquia municipal para prestar este serviço. Com a criação da autarquia, houve a necessidade de contratação de empresas para a prestação de serviços. Conforme relatórios do TCE, as irregularidades teriam ocorrido na contratação destas empresas”, explicaram os delegados.

Ao longo das investigações, averiguou-se que empresas, conhecidas da região, estariam sendo beneficiadas pelo então prefeito municipal da época, Arnaldo Kney (PSDB), bem como o presidente da Autarquia Municipal de água e esgoto. Com as ordens judiciais, a Polícia Civil busca comprovar o direcionamento das contratações realizadas com dispensa de licitação, contratações diretas, nas quais foram alegadas a emergencialidade, bem como as licitações realizadas. “Interessante ressaltar que nestes contratos, os investigados buscaram sempre a participação, de pelo menos três empresas, para compor cada uma dessas licitações. Durante o certame, ou as demais desistiam, ou não juntavam determinado documento exigido, restando na seleção apenas a empresa parceira do então prefeito municipal e do presidente da autarquia”, acrescentaram os delegados.

Nesta quinta-feira, foram cumpridos 15 mandados de busca nas cidades de Ivoti, Canoas, São Leopoldo, Novo Hamburgo, Bom Princípio, Tupandi e Presidente Lucena. Residências, empresas, a autarquia municipal de água e esgoto de Ivoti e a sede da Prefeitura de Ivoti foram alvo das buscas para apreender documentos e outros elementos probatórios que corroborem com os fatos até então investigados pela Polícia Civil e apontados pelo Tribunal de Contas. “Nas buscas diversos documentos e contratos, objeto da investigação, foram apreendidos. Em um depósito, nos fundos da autarquia municipal, em um prédio abandonado, insalubre e sem telhado, estavam documentos de uma das licitações investigadas, envolvendo a contratação de subestações elétricas para o município”, esclareceu Ritter.

MANIFESTAÇÃO DA PREFEITURA DE IVOTI

O
combate a fraudes licitatórias na gestão da água entre 2013 e 2014
levou a Polícia Civil, por meio da Deat/Deic, a deflagrar a Operação
Monet, na manhã desta quinta-feira, dia 23. Foram
envolvidos cerca de 80 policiais civis para cumprir 15 mandados de
busca e apreensão na Autarquia Água de Ivoti, na Prefeitura, em
residências e empresas localizadas em Ivoti, Canoas, São Leopoldo, Novo
Hamburgo, Bom Princípio, Tupandi e Presidente Lucena. “Vamos manter foco no trabalho e deixar a Polícia fazer seu trabalho”, destacou o prefeito Martin Cesar Kalkmann. O vice-prefeito Roberto Schneider foi vereador, tendo sido presidente e relator da CPI que apurou a necessidade de investigação da gestão da água, na época.

Reportagem com informações da assessoria de imprensa da Polícia Civil.

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