Oncologista Adalberto Broecker receberá título Cidadão Leopoldense

Adalberto
Broecker Neto não é só um nome, mas uma marca registrada para milhares de
pacientes gaúchos que encontraram nele o médico, o amigo, o ser humano. Basta mencioná-lo
e logo se ouve “cuidou do meu pai”, “cuidou de minha mãe, “cuidou do meu filho”,
“cuidou do meu avô”. Frase inicial de uma trilha de falas emocionantes e de
superações. Porém muitos nem imaginam a quantidade de histórias acumulada por
trás do impecável jaleco branco.

O menino inquieto de Carazinho se tornou o primeiro oncologista clínico do Rio Grande do Sul
e fundou, em São Leopoldo, a Oncologia Centenário,
referência no tratamento
de câncer na América Latina. Cuidados com a saúde, empatia e a crença no
desenvolvimento econômico-social da cidade lhe renderam o título Cidadão Leopoldense, designação proposta pelo vereador Júlio
Galperim a ser entregue em 30 de agosto, às 18 horas, na Câmara de Vereadores.

Falar
do doutor Adalberto é uma missão esfuziante. Basta alguns minutos ao seu lado
para mexer os ponteiros do tempo, conectando o passado ao presente. Descendente
de alemães sua ligação com São Leopoldo está enraizada em sua árvore
genealógica – os Sehn, os Schwertner e os Broecker. O dr Adalberto não herdou
apenas o sobrenome alemão, mas o empreendedorismo e a determinação. Do
internato em Passo Fundo, aos 9 anos, foi para Porto Alegre aos 14 anos. Aos 17
anos passou no vestibular para Medicina em quatro instituições, dando
preferência para a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs).



Com o apelido “placenta”, por sua
feição mais jovial que a dos demais colegas de curso, Broecker Neto ingressou
no mundo da Medicina, profissão que o traz para São Leopoldo. Em 1969, fez plantão
no Hospital Centenário. “Naquele ano, fui fazer um lanche no barzinho
localizado em frente ao hospital e acabei assistindo, em preto e branco, um
grande feito: o homem pousando na lua”, lembra ele, que fez a residência no Hospital
Ernesto Dornelles, em Porto Alegre.

Nos
anos seguintes, atuou na área de clínica cirúrgica e, em 1975, decidiu dar um up grade na carreira ao ir para Toronto,
no Canadá, onde se especializou em Oncologia Clínica, no The Princess Margaret Hospital.
Ao voltar para o Rio Grande do Sul como 1º Oncologista Clínico do Estado, trouxe várias inovações. Coube ao
dr Adalberto implantar os Centros de
Tratamento de Câncer dos hospitais Ernesto Dornelles, da PUC e do Conceição e
criar a 1ª Disciplina de Oncologia Clínica da PUCRS
. “Vi nascer a especialidade”, recorda. Também presidiu diversas entidades, como a Sociedade
de Cancerologia do Rio Grande do Sul, a Sociedade Brasileira de Oncologia
Clínica (SBOC)
e a OncoBrasil – Cooperativa de Oncologia Clínica do Brasil, além de ser membro
da Sociedade Brasileira de Cancerologia, da American Society of Clinical
Oncology e da European Society of Medical Oncology.

Mas o esplêndido currículo é só parte
da história de vida. O pensamento da universalização do acesso à saúde sempre
foi a matriz dos planos do oncologista. E foi com esse pensamento que idealizou
um investimento próprio. “Tudo o que aprendi, usei para planejar um serviço com
ênfase na universalização, sem diferenciação, que pudesse atender a todos
igualmente”, conta. O sonho que para muitos poderia ser impossível virou
realidade com a Oncologia Centenário, nome dado em homenagem ao hospital e fundada
no ano de 2001, em São Leopoldo, localização escolhida por ser acessível a 3 milhões de pessoas, o que representa 30%
da população do Rio Grande do Sul.

“Somos a primeira clínica
brasileira a implantar a humanização do atendimento desde o início do
tratamento. Quando uma pessoa está na minha frente, eu não sei se
ela veio pelo plano de saúde, se está pagando a consulta com recursos
do próprio bolso ou se é do SUS. Para mim não faz diferença, todos
merecem tratamento igualitário e os serviços mais modernos”, afirma Broecker
Neto. Exigência de política de atendimento seguida por toda a equipe. Atenção dada diariamente aos mais de 200 pacientes
em tratamento e aos seus familiares, vindos de
30 municípios da região metropolitana, vales do Sinos, Caí e Paranhana
e Encosta da Serra gaúcha. Com informações da jornalista Márcia Greiner, da M+ Comunicação.

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