As equipes das empresas contratadas pela Prefeitura de São Leopoldo finalizaram a recomposição dos diques da Vila Brás, ao lado da Casa de Bombas do bairro Santo Afonso, divisa com Novo Hamburgo, e a estrutura do dique do Arroio da João Corrêa, no bairro Vicentina.
Os trabalhos foram realizados, inclusive, na noite de quarta-feira (15).
Nesta quinta-feira (16), o Consórcio Nova Via, que atuou no dique da João Corrêa, e a Construsinos, no dique da Vila Brás, realizaram o acabamento do maciço de pedras, com a colocação de material para selagem dos diques.
Segundo o superintendente de Urbanismo, João Henrique Dias, “a extensão de recomposição do dique da João Corrêa foi de cerca de 70 metros e na Vila Brás de 100 metros”, disse.
Nas próximas 48 horas, o Semae deve instalar quatro bombas anfíbias da Higra, com capacidade de três mil litros por segundo, para fazer a drenagem das águas nos bairros Vicentina, Campina, São Miguel e Paim.
É preciso torcer que também não venha chuva muito forte, pois o Arroio Gauchinho está represado já que as bombas foram danificadas em razão da enchente.
O acesso das máquinas ao dique ocorreu pelo lado de Novo Hamburgo, facilitando a realização da intervenção.
NOVO HAMBURGO
Com outro olhar sobre a situação do dique, a Prefeitura de Novo Hamburgo não quis arriscar avançar na estrutura. A prefeita Fátima Daudt fez um caminho mais cauteloso, consultando especialistas de diferentes áreas, incluindo Ministério Público e Exército. O temor do governo hamburguense seria provocar mais danos na estrutura que segue erguida do dique.
Agora, a prefeita já apresentou pedidos de R$ 8,5 milhões para medidas emergenciais para tirar as águas represadas no bairro Santo Afonso, o que inclui a contratação de bombas flutuantes, geradores, combustíveis e tubos PEAD para transpor a água sobre o dique até o rio.
Além disso, há ainda pedido de R$ 9 milhões para obras fundamentais na Casa de Bombas, que foi inundada com a enchente. Além, naturalmente, de investimentos para obras definitas em todo o sistema contra as cheias do Rio dos Sinos, que precisa ser redimensionado a partir desta nova realidade criada pela enchente e pelas mudanças climáticas.
O município também está com demandas envolvendo reconstrução de escolas, postos de saúde e moradias destruídas pela enchente.
