Novo Hamburgo terá destaque na mostra Lojas Africanas: territórios de afeto, na capital gaúcha

A partir desta quinta-feira (18), o Instituto Estadual de
Artes Visuais (IEAVi), instituição vinculada à Secretaria de Estado da Cultura
(Sedac), recebe a mostra Lojas Africanas: territórios de afeto.

Será na
Galeria Augusto Meyer e no Espaço Maurício Rosenblatt, no 3º andar da Casa de
Cultura Mario Quintana (CCMQ), em Porto Alegre..

A exposição é dos artistas visuais afro-gaúchos escolhidos
em cinco cidades representativas, onde houve encontros e realização de rodas de
conversa, para análise coletiva de portfólios: Novo Hamburgo, Porto Alegre,
Osório, Pelotas e Rio Grande.

Novo Hamburgo foi escolhida pela relação afetiva construída com o artista Carlos Alberto de Oliveira (o Carlão) quando este ainda estava vivo, relação que igualmente se manteve com seus filhos; e pela exposição realizada no Memorial Carlos Alberto de Oliveira a convite da Direção da Escola Municipal de Arte Carlos Alberto de Oliveira, em 2019.

Entre os convidados da mostra está a artista hamburguense Caroline
Brito.


APROXIMAÇÃO


Esse movimento vem de uma caminhada a partir de uma
proposição artística que foi se materializando durante os encontros de
serigrafia ministrados pela professora Nilza Haertel, no Instituto de
Artes da UFRGS, em 2005.


Hoje, após transcorrido algum tempo, o artista
Leandro Machado novamente evoca a proposta Lojas Africanas e o conceito
que tem orientado as suas ações com o intuito de construir, o mais
coletivamente possível, meios que permitam agregar pessoas, pesquisas,
práticas artísticas, resgates, construção de memória, sustentabilidade e
economia solidária.


A mostra se insere no contexto de aproximar, conhecer e
fomentar encontros nos quais novas produções possam surgir, listar, tornar
pública a existência de artistas visuais afro-gaúchos que, em geral, habitam as
periferias das cidades.

O ato de descentralizar também aparece na perspectiva
de colocar-se em relação com indivíduos de áreas da Região Sul/Pampa, distantes
da Capital e muitas vezes igualmente distantes dos equipamentos culturais
(museus, casas de cultura, ateliers, galerias de arte…). Do mesmo modo,
deseja-se a aproximação, conexão dos que já vivem nesses espaços.

A relevância da realização desta proposta está no fato de
que os afrodescendentes desejam ser os contadores da sua história, dando versão
própria frente aos acontecimentos e preenchendo as lacunas que seguem abertas –
também no sistema das artes – em número considerável.

HORÁRIO E VISITAÇÃO




O horário de funcionamento da exposição é de terça-feira a
sexta-feira, das 10 às 18 horas. Sábado, domingo e feriado: das 12 às 18 horas.

A visita também pode ser feita virtualmente, pelo https://lojasafricanasarte.wixsite.com.

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