O
sistema elétrico brasileiro é uma indústria a céu aberto, ou seja, os
postes e fios estão sempre expostos às mudanças climáticas como chuvas,
raios e também à influência da atividade humana.
Neste último item
destacam-se as colisões de veículos contra postes, geralmente com danos
consideráveis na rede elétrica. Quando um veículo colide em um poste,
mesmo que não quebre a estrutura, um bairro ou até uma cidade inteira
pode ficar sem energia elétrica.
Dados
levantados pela RGE e RGE Sul, distribuidoras do Grupo CPFL Energia,
que atendem 2,7 milhões de clientes, em 373 municípios do Rio Grande do
Sul, apontam que, somente em 2017, foram registrados 4.590 colisões de veículos que causaram interrupções no fornecimento de
energia das duas distribuidoras.
Entre as cidades que mais contabilizam este tipo de ocorrência e que são atendidas pelas Companhias estão: Caxias do Sul, Passo Fundo, Gravataí, Bento Gonçalves, Canoas, Novo Hamburgo, Santa Maria, Santa Cruz do Sul e São Leopoldo. Os números exatos de cada município não foram divulgados.
Na área de concessão da RGE, região
Norte-nordeste do Estado, foram 2.636 colisões. Um montante 34,4% superior ao total de casos ocorridos na área de atendimento da RGE Sul, que abrange as regiões Metropolitana, Vales, Central e Fronteira Oeste. Neste ano, até abril, já foram 895 ocorrências na RGE e 658 na RGE Sul.
Caso
o acidente seja em um poste de um circuito de média tensão, por
exemplo, há milhares de clientes conectados nessa rede. Os acidentes de
trânsito estão entre as principais causas de interrupção no fornecimento
de energia elétrica. Quando se trata de colisão, a
média é de três postes substituídos por dia, o que, além dos
transtornos pela falta de luz, provoca gastos de aproximadamente R$ 12
mil diários, totalizando mais de R$ 4 milhões ao ano para cada uma das
distribuidoras do Grupo CPFL.
