Moradores de São Leopoldo denunciam invasão de terra particular, com queimadas, fumaça e sujeira

Há cerca de dez dias, uma movimentação atípica começou em um terreno na avenida Arnaldo Pereira da Silva, no bairro Santos Dumont, em São Leopoldo.

Em área próxima do supermercado Makro e da BR-116, coberta por vegetação, incluindo arbustos e árvores, começou a ocupação por parte de homens.

Com queimadas e muita fumaça, teve início a invasão de uma área particular. O terreno é lindeiro ao Residencial Germânia Life, construído pela Tenda.

Com o passar dois dias, além da fumaça e das queimadas, começaram a demarcar lotes e montar barracos, num acúmulo de sujeira e resíduos no local.

Moradores do entorno entraram em contato preocupados com toda a situação. “Já ligamos para Brigada Militar, Bombeiros e Prefeitura. Um empurra para outro porque é terreno particular. Estamos todos preocupados com a situação, e a questão da fumaça vem gerando problemas de saúde em razão do isolamento social. Está muito desagradável”, relata uma moradora do bairro, que pediu para não se identificar.

A reportagem esteve no local e confirmou: tem vários focos de queimadas com fumaça e muita sujeira. Pelo menos quatro homens foram vistos trabalhando na montagem de barracos e derrubando vegetação.

Também já existe demarcação de lotes, numa prática “profissional” de quem está acostumado a invadir terrenos. Muitas vezes, os espaços são vendidos ou alugados para quem está mais necessitado.

PREFEITURA

A reportagem do Portal Martin Behrend recebeu o seguinte posicionamento da Prefeitura, através da assessoria de imprensa:

“A área em questão é privada e pertence a massa falida da empreiteira Brasília Guaíba, e no caso o Município não pode solicitar a reintegração de posse, caso haja ocupação. Mesmo assim a Prefeitura irá notificar os responsáveis legais para que tomem alguma providência.

Ainda, cabe destacar que o Grupamento de Defesa Ambiental (GDA), uma ação que congrega forças da Secretaria de Meio Ambiente (SEMMAM) e Segurança Pública (SEMUSP), estiveram no local informando que a vigilância será constante e não será tolerada qualquer atitude de dano ambiental, especialmente relacionado a atear fogo.

Para denúncias o telefone 153, do Grupamento de Defesa Ambiental está à disposição.”

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