Em reunião na tarde desta segunda-feira (22) com o procurador-Geral de Justiça, Marcelo Dornelles, o deputado estadual João Fischer, o Fixinha (PP), solicitou que o Ministério Público estude medidas para responsabilizar a AES Sul diante da demora no restabelecimento da energia elétrica, especialmente após temporais. Ao final do encontro, Dornelles informou que o Centro de Apoio Operacional de Defesa do Consumidor, órgão que integra a estrutura do Ministério Público, irá entrar no caso e promoverá uma reunião com os representantes da companhia para esclarecimentos.
“Entreguei um dossiê ao MP a respeito do descaso da companhia, com o objetivo de estudarmos medidas judiciais contra a situação e a forma como são tratados os clientes desta empresa, uma vez que a Aneel e a Agergs se mostraram ineficazes frente às necessidades da população”, explicou Fixinha.
O deputado estadual lembrou que a falta de energia se agrava na medida em que a companhia deixa de prestar as devidas informações a seus clientes, em um quadro que se confunde com inoperância e desleixo. “São vários os registros comprovando que, em meio a falta de luz em várias cidades, veículos amanhecem no pátio da companhia em Novo Hamburgo. Isso é inadmissível por parte de quem cobra caro e deveria prestar serviços de qualidade aos gaúchos”, destacou.
O parlamentar destacou que outro grave problema verificado é a existência de postes de madeiras apodrecidos em sua maioria e cujas estruturas estão comprometidas pela ação do tempo, e que a empresa, ao invés de substituir, prefere colocar talas, o que se torna um paliativo para o problema. “A cada queda – seja ela por acidente de trânsito ou fenômeno natural –, as comunidades chegam a ficar dias sem luz, conforme fartamente documentado pela imprensa. Se a AES Sul não consegue prestar melhores serviços à sociedade, então que abra mão da concessão pública para prestação desse serviço”, definiu.

























