As duas principais cidades do Vale do Sinos vivem situações antagônicas em relação ao número de leitos de UTI disponíveis para enfrentamento do novo coronavírus.
Enquanto Novo Hamburgo ampliou significativamente a quantidade de leitos de UTI disponíveis, São Leopoldo sofre com uma reação mais demorada nestes investimentos.
No início da pandemia, Novo Hamburgo chegou a ter 55 leitos de UTI disponíveis nos três hospitais: Municipal, Unimed VS e Regina. Como nos primeiros dois meses foram poucos casos graves, o número baixou pra 44.
LEITOS DE UTI
Atualmente, os três hospitais de Novo Hamburgo oferecem 62 leitos de UTI. Neste domingo (9), a taxa de ocupação em Novo Hamburgo é de 74,2%.
Pegando somente o Hospital Municipal de Novo Hamburgo. Dos 20 leitos de UTI no começo da pandemia, atualmente são 35 disponíveis.
Já em São Leopoldo, o Hospital Centenário vem sofrendo com a pouca ampliação dos leitos de UTI. Atualmente, são apenas 16 leitos disponíveis. O hospital sofre com lotação e superlotação há algumas semanas.
Neste domingo, a taxa de ocupação é de 131,2%, ou seja, existe uma estrutura ainda mais emergencial para dar suporte aos atendimentos. É uma superlotação que se mantém no Centenário.
RESPIRADORES
Este antagonismo se mantém no uso de respiradores na UTI adulto. Nos três hospitais de Novo Hamburgo, a taxa de uso de respirador na UTI adulto é de 51,6%.
Já no Hospital Centenário, em São Leopoldo, é de 118,8%. Significa que tem mais pacientes do que respiradores.
ÓBITOS E CASOS
Em relação aos casos confirmados e óbitos registrados, Novo Hamburgo tem mais ocorrências. São 3.079 casos confirmados, com 106 óbitos. O índice de mortalidade por 100 mil habitantes é de 43.
Em São Leopoldo, foram 2.788 casos confirmados, com 73 óbitos. O índice de mortalidade por 100 mil habitantes é de 30,8.
Os números estão disponibilizados em https://ti.saude.rs.gov.br/covid19/ e https://coronavirus.rs.gov.br/inicial .
