A previsão se confirmou.
O grupo empresarial Gramado Parks teve aceito o pedido de recuperação judicial. A notícia foi confirmada e divulgada, inicialmente, pelo Valor Econômico.
A decisão do juiz Silvio Viezzer, da Vara Regional Empresarial da Comarca de Caxias do Sul, contemplou três das quatro empresas do grupo.
Entre as operações do grupo, estão os parques Snowland e Acquamotion, os hotéis Wyndham Gramado Termas Resort Spa, Buona Vitta, Exclusive e Bella, todos em Gramado, além de outras atrações turísticas e de hotelaria em Foz do Iguaçu (PR), Praia dos Carneiros (PE) e Rio de Janeiro (RJ). O grupo também trabalha com incorporação e sistema de multipropriedades.
Pela sua representatividade, é uma notícia que impacta no setor turístico da Região das Hortênsias e municípios próximos. As empresas da companhia contam com cerca de 2 mil colaboradores atuando diretamente nos negócios.
Em 28 de março deste ano, a reportagem do Portal Martin Behrend “Dívidas de grupo turístico de Gramado provocam expectativa na região” destacou: “A decisão teria como pano de fundo a recuperação judicial que poderá ser um caminho a ser adotado pela Gramado Parks”. A matéria anterior pode ser conferida aqui: https://martinbehrend.com.br/noticias/noticia/…
Foram aceitos os pedidos de recuperação judicial da GPV (de venda de multi-propriedades), ARC Rio (que faz a gestão de rodas-gigantes) e BPQ (que atua na gestão de parques). A GPK (de hotéis e incorporações) ficou de fora.
As dívidas dos três negócios da companhia envolvidos na recuperação somam R$ 452 milhões. Se for acrescentado o outro núcleo, que ainda não entrou na recuperação, a dívida ultrapassa R$ 1 bilhão.
O Gramado Parks tem de apresentar, em até 60 dias, um plano de recuperação judicial, que será submetido aos credores. O processo é conduzido pelos escritórios MSC Advogados, de Porto Alegre, e TWK Advogados, de São Paulo, especializados em reestruturação de negócios.
Segundo relatado em etapa anterior do processo, o grupo empresarial está envolvido em cerca de 1.500 processos judiciais com credores dos mais diferentes portes.
Em comunicado sobre a decisão da Justiça, o grupo informou: “Para nossos colaboradores, clientes, parceiros e fornecedores: nada muda. Seguiremos com nossas atividades, a partir de agora ingressando em um momento mais propício para nos fortalecermos e continuarmos nossa caminhada.”
FORTESEC
As dívidas do Gramado Parks ganharam visibilidade nacional após uma decisão liminar favorecer o grupo numa questão contratual envolvendo a Forte Securitizadora. A empresa atua na área de securitização. É um processo realizado exclusivamente por instituição especializada autorizada pelos órgãos reguladores competentes, que coordena e estrutura a emissão de um título lastreado em direitos creditórios, crédito imobiliário ou agrícola, por exemplo, que serão negociados no Mercado de Capitais e adquiridos por investidores.
Como exemplo: no caso do empreendimento Buona Vitta, da Gramado Parks, o valor da emissão dos créditos foi de R$ 259 milhões.

























