Jornal Repercussão publicou meu artigo hoje: “Faltam estadistas para a revolução”

Recebi convite para veicular artigo no Jornal Repercussão, com sede em Sapiranga e circulação em mais três municípios: Campo Bom, Araricá e Nova Hartz. O artigo foi publicação na edição de hoje, 5 de março de 2015.

Faltam estadistas para a revolução

O Brasil tem conhecimento de seus gargalos e insuficiências. Sejam políticos de esquerda ou empresários neoliberais, há uma pauta comum de situações que precisam ser enfrentadas e corrigidas. Claro que diferentes caminhos são apontados, mas há, sim, um denominador comum. Contudo, as revoluções – e aqui não se fala em armas, mas em mudanças significativas – precisam de lideranças fortes. Mais do que isso, precisamos de estadistas. Isso vale para os municípios, Estado ou país. Estas figuras são fundamentais para revoluções do bem.

Um exemplo: trens. As nações civilizadas e desenvolvidas do planeta Terra investem pesado no transporte sobre trilhos. É uma alternativa consagrada. Tanto para passageiros e, principalmente, cargas. Agora, quem terá coragem de peitar o lobby do setor automotivo? Quem vai ir contra o poderio de montadoras, indústrias de pneus, autopeças, asfalto, combustível (!!!), motores, etc… Se sabe que trem é menos poluente, mais seguro e eficiente, pode baratear custos, enfim, uma série de benefícios para a população. Mas quem tomará a iniciativa de beneficiar a maior parte dos brasileiros e derrubar o lobby do setor automotivo? Faltam estadistas.

Menciono os trens, pois a vinda dos trilhos da Trensurb para Campo Bom e Sapiranga precisará acontecer na marra, na pressão e no sufoco. Não temos estadistas – presidente, senadores ou deputados – capazes de bater no peito, assumir as consequências, “brigar” com os lobistas de outros setores e articular novas linhas de trens no Vale do Sinos. Se faltam estadistas, é na base da insistência que se conquistarão melhorias para a região. O trem é apenas um exemplo. Mas sintetiza um dos principais motivos para estarmos tão atrasados em áreas estratégicas do país.

PS: Obrigado pelo convite, Felipe Laux e Deivis Luz.

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