A indústria de calçados Bottero, de Parobé, anunciou, nesta quinta-feira (4), o fechamento de 630 postos de trabalho no Rio Grande do Sul. Uma das maiores empresas do Brasil na produção de calçados femininos em couro, a Bottero fechou unidades em Osório (150 empregos), Santo Antônio da Patrulha (130), Nova Petrópolis (100) e Parobé (250).
A Bottero segue empregando 2.400 trabalhadores em dez unidades em Parobé, Agudo, Arroio do Meio, São José do Hortêncio e Travesseiro. Além disso, essas operações seguem envolvendo 500 empregos indiretos.
Responsável pela imagem institucional da Bottero, Luis Roberto Bianchi explica que esses ajustes são necessários em razão da crise econômica no país. “Nos últimos dois anos, a empresa fez diversos outros cortes e adequações. Houve redução de gastos no Marketing, no setor administrativo e em outras áreas. A prioridade foi manter os empregos e a questão social durante esse período de turbulência”, explica. “Contudo, a reação da nossa economia não ocorreu. Infelizmente. Para manter a saúde da empresa, foi necessário fechar essas unidades”, explica.
Bianchi comenta que os fechamentos não foram aleatórios. Foram feitos estudos e analisadas estatísticas para definir quais linhas e produtos seriam mantidos. “Essa reengenharia foi bastante estudada. A empresa segue forte no mercado, sendo uma das maiores empregadoras do Brasil no seu segmento”, reforça. Neste mês, por exemplo, a Bottero estará participando da 50ª edição da Francal, em São Paulo.
A Bottero é uma das maiores fabricantes de calçados do país. Fundada em 1985 por Paulo Victor Kauer, Regis Lauck, Gerson Lauck e Jainy Santos, ela também participa de feiras internacionais, como a Micam, em Milão, na Itália, garantindo negócios através da exportação para diversos países.
