Gramadozoo passa a ter um novo hóspede: Michel viverá no Palácio Jaburu e será tratado por Renan

O Gramadozoo tem um novo morador: um jaburu ou tuiuiú. Com
uma lesão irreversível na asa que o impossibilita de voar, o animal foi trazido
de Passo Fundo e passa por período de adaptação na área de quarentena do zoo de
Gramado. Em breve, será levado ao seu novo lar – o “Palácio Jaburu”,
que foi construído especialmente para receber a ave pantaneira. Em votação, o
animal recebeu o nome de Michel.

Quando chegou ao zoo, a ave pesava 5,2 quilos e, atualmente,
está com 7,8 quilos. Segundo o veterinário Renan Alves Stadler, responsável
técnico do Gramadozoo, o controle de peso é uma das maneiras de aferir a
adaptação da espécie ao manejo no zoo. Para não precisar conter a ave, o
veterinário explica que Michel está sendo condicionado. Com um apito, a equipe
dá o comando para que ela suba na balança. “Ele recebe o alimento após obedecer
ao comando como recompensa”, explica.

Conforme Stadler, o objetivo é usar a técnica para levar o
animal do hospital veterinário até o “Palácio Jaburu”.
“Em função do
frio, ele vai continuar na área de quarentena. É uma ave pantaneira que precisa
de cuidados especiais. Estamos o condicionando para quando ele for para o
recinto. Queremos que ele vá caminhando sem precisar conter ou ter que colocar
em uma caixa. Além de facilitar o manejo dos tratadores, evita o estresse do
animal”, explica.

Ave-símbolo do Pantanal, o jaburu migra para o sul do Brasil
em busca de alimento. Os relatos da aparição de aves no Rio Grande do Sul não
são comuns. O animal que hoje vive no Gramadozoo foi visto durante meses em
banhados do município de Passo Fundo, região Norte do Rio Grande do Sul. O
Grupo de Estudos de Animais Silvestres da Universidade de Passo Fundo
(Geas-UPF) resgatou o animal. “O pessoal notou que ele não voava e tratou a
lesão na asa. O objetivo era a reinserção na natureza, mas ele não consegue
mais voar”, explica Stadler. Em função da envergadura, o veterinário observa
que a ave pode ter encostado em fios de alta tensão. “Não se sabe ao certo o
que ocorreu com ele, mas a maior causa de acidentes com a espécie é o contato
com fios de alta tensão”, afirma. As informações são do jornalista Halder
Ramos, do Gramadozoo.

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