Fixinha prepara dossiê ao Ministério Público em razão do “péssimo atendimento da AES Sul”

Já foi realizada CPI e ocorreu audiência pública na Câmara dos Vereadores de Novo Hamburgo. Já ocorreram reuniões em outras cidades. Já teve pressão dos prefeitos da Associação dos Municípios do Vale do Rio dos Sinos (AMVRS). Já teve audiência pública na Assembleia Legislativa. Mesmo assim, só crescem os prejuízos

e as críticas dos “clientes” ao atendimento prestado pela AES Sul no Vale do Sinos. O Blog Martin Behrend registrou alguns desses movimentos, no ano passado, em algumas reportagens que podem ser conferidas nos links a seguir: http://www.martinbehrend.com.br/home/noticia.php?id=1093, http://www.martinbehrend.com.br/home/noticia.php?id=1037, http://www.martinbehrend.com.br/home/noticia.php?id=1027 e http://www.martinbehrend.com.br/home/noticia.php?id=1022.

Se em 2015 foram os prefeitos da AMVRS que assinaram documento posteriormente enviado ao Ministério Público, agora é o deputado estadual João Fischer (PP) que está se movimentando. Indignado com a demora por parte da AES Sul no restabelecimento de luz após mais um temporal, Fixinha está preparando um dossiê que deve ser entregue ao MP nos próximos dias com o intuito de estudar medidas para responsabilizar a companhia, cuja demora no restabelecimento de energia elétrica, em especial nos municípios do Vale do Sinos e Região Metropolitana, têm causado indignação na comunidade regional.

Fixinha não descarta, inclusive, pedir a cassação da concessão da empresa. “É inadmissível que a AES Sul deixe milhares de consumidores reféns, por mais de dias sem luz, causando prejuízos para cidadãos e empresas, especialmente em um momento de crise pelo qual atravessa o País”, destacou. Ele lembrou que a companhia havia sido alertada anteriormente de que se não refizesse as ligações no prazo estipulado, conforme determina as normas de concessão, iria sofrer as consequências com atitudes mais drásticas. “Isto ocorre há dois anos e esta semana voltou a se repetir, comprovando o descaso da empresa com seus consumidores. As pessoas estão revoltadas e não aguentam mais”, disse Fixinha.

No dossiê que irá levar ao MP, o parlamentar reunirá matérias de jornais gaúchos, além das reclamações que recebeu em seu gabinete. “Apenas uma empresa de Sapiranga teve mais de R$ 1 milhão de prejuízo com a interrupção da energia elétrica e a paralização da produção. Uma família do município, cujo filho é portador da doença de Crohn e toma medicação especial, estava desesperada, pois tinha R$ 10 mil em doses do remédio em casa e estava sem energia, isso sem contar o desespero de um morador de Ivoti, que nesta quinta-feira, após o meio dia, ainda estava sem luz e sem respostas”, citou Fixinha.

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