Drama aumenta: mais uma indústria calçadista reduz produção e dispensa 320 trabalhadores

O setor calçadista brasileiro segue sofrendo duros golpes. E, no Rio Grande do Sul, o quadro se agrava.

Mais uma grande indústria calçadista está fechando unidade produtiva. Fundada em 1998, a Di Cristalli, de Três Coroas, está encerrando as atividades da unidade em São Francisco de Paula, na Serra gaúcha.

Segundo apurado pela reportagem do Portal Martin Behrend, são 320 trabalhadores dispensados.

A realidade da Di Cristalli se soma a outras empresas calçadistas gaúchas, que confirmam momento dramático vivido pelo setor calçadista – e, saliente-se, o setor produtivo gaúcho.

5 de julho de 2018 – Calçados Boterro, 630 vagas fechadas: “Indústria calçadista se ajusta à crise e fecha 630 postos de trabalho no Rio Grande do Sul” – http://www.martinbehrend.com.br/noticias/noticia/i…

12 de julho de 2018 – Calçados Crysalis, Três Coroas, cerca de 400 vagas fechadas: “Funcionários de indústria calçadista fazem mobilização e pedem para Justiça reabrir empresa” – http://www.martinbehrend.com.br/noticias/noticia/i…

29 de julho de 2018 – Calçados Dakota, de Nova Petrópolis, 148 vagas fechadas: “Mais uma grande indústria calçadista fecha unidade no interior do RS” http://www.martinbehrend.com.br/noticias/noticia/i…

Recentemente, a Di Cristalli havia anunciado a demissão de 100 trabalhadores em Três Coroas. A produção da empresa é de 6,2 mil pares/dia. Nesta quinta-feira, trabalhadores se reuniram em frente à empresa, em São Francisco de Paula, buscando alguma solução ou reversão da decisão. A empresa era a maior empregadora do município.

A reportagem do Portal Martin Behrend fez contato por e-mail com a porta-voz da empresa, Marli Pletsch.


Segundo ela, foram desligados 320 trabalhadores – a unidade foi fechada. A crise econômica vivenciada pelo país, com redução do consumo de calçados, é um dos principais motivos para a queda na produção. A Di Cristalli segue com sua unidade em Três Coroas, tendo 340 colaboradores. “Seguiremos competitivos e trabalhando”, garante Marli.

Essa realidade é ainda mais agressiva para todo setor, pois certamente afetará a cadeia produtiva, com empresas fornecedoras podendo sentir reflexos e tendo suas produções reduzidas. O drama só aumenta.

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