Parece que todos os turistas que estão em Gramado resolveram conhecer o Lago Negro no mesmo dia! O 25 de dezembro – ontem – foi de superlotação num dos principais e mais fotografados pontos turísticos do Rio Grande do Sul. Várias ruas no entorno do parque foram tomadas por veículos de passeio e motos.
Curiosidade: praticamente não se viram ônibus. O perfil do turista que vem para Gramado no Natal e Réveillon é diferenciado – o estilo farofeiro não marca presença, dando espaço para visitantes com pacotes turísticos de longo período, muitos chegando com veículo próprio ou alugando carro. Era tanto carro amontoado pelas vias que o ônibus de dois lugares da Brocker Turismo teve de alterar seu roteiro, pois algumas vias ficaram estreitas demais para a passagem do coletivo.
Diferentes sotaques se destacaram nesta quinta-feira no Lago Negro. Paulistas, cariocas e nordestinos predominaram, mas muitos gaúchos escolheram Gramado para passar os últimos dias de 2014. Longas filas se formaram no pedalinho. Faltaram barcos para tanta gente – seja as caravelas ou os cisnes. Foi preciso paciência: o tempo de espera superou 25 minutos. Somente ontem, estima-se, foram arrecadados mais de R$ 30 mil. Isso nos pedalinhos, sem falar na lancheria e outros serviços do parque. Mas muita gente também optou pelo Lago Negro para caminhadas, conversas e chimarrão entre amigos ou, simplesmente, para curtir o dia ensolarado acomodado em uma cadeira de praia.
Gramado está lotado. A rede hoteleira só não está 100% ocupada pois sempre tem algum cancelamento de última hora ou quarto que ficou vago de forma inesperada. A hotelaria, o comércio, a gastronomia e o turismo de lazer comemoram o movimento. Para a maioria dos grandes espetáculos do Natal Luz não há mais ingressos. Em muitos restaurantes e hotéis não existem reservas disponíveis para a ceia do Réveillon. Em alguns locais, mesmo sendo cobrado R$ 200,00 por pessoa, a lotação está garantida. E tem casas com lista de espera.
A realidade de Gramado relatada neste texto vem se repetindo há alguns anos. E a tendência é o movimento seguir sendo turbinado por um número cada vez maior de atrações turísticas e entretenimento.
