Da Alemanha nazista para o sul do Brasil: memórias inspiram romance histórico

No cemitério de Marburg, na Alemanha, em um dia frio de inverno, uma mulher está em frente a uma lápide, acompanhada apenas por uma sombra que a persegue há muitos anos.

Ela decidiu viajar até o país unicamente para visitar esse túmulo: é lá onde estão os restos do homem que sempre foi um mistério: o próprio pai, Jonas.

A mulher é Susana Schunk, protagonista do novo romance histórico de Paulo Stucchi, escritor finalista do Prêmio Jabuti.

A personagem de Um de nós foi feliz é inspirada em Tania Girke Volkart, gaúcha de Três Coroas. Ela presenciou o relacionamento abusivo dos pais e cresceu com o sentimento de rejeição e culpa.

Entre o passado da família na Alemanha nazista e o presente no Rio Grande do Sul, a obra publicada pela Maquinaria Editorial repercute as dores provocadas pela ideologia durante o período de ascensão e também nos dias atuais.

Antes de ser o pai de Susana e causar os traumas que seguiram a personagem durante toda a vida, o jovem Jonas enfrentou as primeiras consequências e contradições da vida adulta na cidade de Neumarkt.

Ao mesmo tempo, ele descobriu o amor nos olhos intensos da colega de tranças duplas. O problema é que o temperamento explosivo e os erros de adolescente aconteceram em meio à ascensão do Partido Nazista.

LANÇAMENTO

O lançamento oficial da obra será no dia 2 de julho, às 15 horas. O autor receberá leitores para sessão de autógrafos na Biblioteca Municipal Balbuíno Robinson, em Três Coroas. Com 352 páginas, o livro será vendido por R$ 49,90.

Prefaciado por Marcos Piangers e Claufe Rodrigues, o livro consagra o estilo narrativo histórico iniciado pelo autor em O triste amor de Augusto Ramonet, que se passa no Chile de Salvador Allende, durante o golpe de Estado de Pinochet.

SOBRE O AUTOR

Paulo Stucchi é jornalista, psicanalista e escritor. Aos 16 anos, escreveu seu primeiro romance, O porta retrato, que conta a história de um adolescente que tirou a própria vida e, morto, procurava uma explicação para o seu ato.

Em 2008 venceu a timidez e publicou O Natal sem mamãe, que fora escrito originalmente em 2003 para uma peça de teatro. Em 2010, Paulo publicou um enredo policial chamado A fonte. Dois anos depois, apresentou a obra O triste amor de Augusto Ramonet, o primeiro romance de fundo histórico e distribuição profissional.

Em 2013, publicou Menina, romance que se passa na Guerra do Paraguai (1864-1870). O livro foi traduzido para espanhol e ganhou destaque na imprensa paraguaia, estando esgotado no país.

É também autor de No fundo do rio e A filha do Reich, finalista do Prêmio Jabuti em 2020.

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