Ataque ao candidato Francisco dos Santos: ou foi ameaça/intimidação ou ocorreu uma armação

O caso do ataque ao candidato do PMDB à Prefeitura de Campo Bom, Francisco dos Santos, teve mais um capítulo na tarde de hoje. O delegado titular da Delegacia de Polícia de Campo Bom, Clóvis Nei da Silva, e o delegado titular da 3ª Delegacia de Polícia Regional Metropolitana, Rosalino Seara, reuniram a imprensa para atualizar as investigações. O candidato do PMDB ao lado do prefeito, Faisal Karam (PMDB), e do vice-prefeito, Marcos Rigel (PP), acompanharam a coletiva.

Do lado de fora da delegacia, cerca de 100 militantes de outros candidatos se reuniram para saber o resultado das investigações e também fizeram alguns cantos contra o candidato do PMDB. “Há indícios de armação, mas não podemos afirmar taxativamente nem podemos ser levianos pois as investigações prosseguem”, resumiu Seara.

O incidente ocorreu na noite de 18 de setembro, na Rua João XXIII, no Centro do município. Após oito dias do caso, os delegados informaram o que já se tem de concreto:

– Os indícios levam a crer que foi um ato de ameaça/intimidação ou uma armação/farsa.

– Não foi um atentado político

– Não foi uma tentativa de homicídio

– O autor de disparos contra o carro de Francisco e que também incendiou o veículo onde estava o candidato – de propriedade da empresa de sua filha – ainda é desconhecido. A polícia não sabe quem é o cidadão que praticou o ato.

– Foi gasolina, que estava dentro de um galão, que foi jogada no veículo antes de sua explosão.

– A arma usada na ação está desaparecida.

– Dois tiros foram disparados contra a porta do carro. Os tiros ocorrem quando Francisco já está fora do veículo.

– A Polícia apurou a movimentação suspeita de um Uno na noite da ocorrência. Esse Uno ficou circulando entre a casa de Francisco e três ruas adiante, onde Francisco estava estacionado no veículo e falando ao telefone.

– O Uno para ao lado do cidadão que, mais tarde, pratica o ato, mas não se sabe exatamente se houve contato verbal entre o motorista do Uno e o autor da ação.

– O Uno é de propriedade da afilhada de Francisco e estava sendo dirigido por seu marido, Jesiel. Jesiel é filho de Claudio Souza, assessor do vereador Ozéias Rodrigues (PMDB). O Uno tinha adesivo de campanha de Ozéias.

– Jesiel prestou depoimento e foi colocado em liberdade.

– O Uno foi para Balneário Camboriú (SC) na quinta-feira e, na sexta-feira, foi furtado. Ele segue em ocorrência de furto.

– A Polícia está pedindo a quebra do sigilo telefônico de alguns dos envolvidos no caso.

Após a coletiva de imprensa, Francisco dos Santos aparentou tranquilidade e disse confiar no trabalho da polícia. “Só nossa família sabe o que estamos passando. Esperamos que a polícia consiga apurar o que houve exatamente. Acreditamos na perícia técnica”, destacou. Ele confirmou que a campanha continuará e reforçou não ter inimizades. “Não acredito que tenha sido armação. O cara estava encapuzado e armado, na minha frente, dizendo que eu ia morrer. A arma falhou e, depois disso, consegui sair do carro”, explicou. Ele confirmou que a proprietário do veículo é as afilhada e que praticamente não tinha contato com Jesiel.

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