“Minha maior motivação é fazer a diferença no mundo. Minha inspiração são muitos alunos que vejo tendo empresas e startups. Eu quero muito poder conquistar isso, e acabo sendo motivada.”
As declarações acima são de Camila Traichel Hendges, 14 anos – quase 15, como ela faz questão de lembrar.
Natural de Novo Hamburgo, a moradora e estudante de Sapiranga vem se notabilizando por conquistar prêmios e reconhecimentos em diferentes olimpíadas e disputas educacionais pelo país. É uma caminhada desafiadora, estimulante e com propósitos definidos.
Aluna do 9º ano do ensino fundamental da Escola Luterana de Ensino Médio São Mateus, em Sapiranga, ela conta com o apoio da família nesta caminhada de frequentes desafios. “Minha família dá todo o apoio que eu poderia querer, porque estão ao meu lado. Sempre que preciso me ajudam e me acalmam. A todo momento estão procurando novas maneiras de estudar, compartilhando comigo matérias, cursos e tudo que eu preciso. Eles me ensinaram que o principal nisso tudo é se divertir e aproveitar o momento”, relata Camila, que é filha de Tiago Limberger Hendges e Taise Traichel Hendges.
A estudante revela que estudar é algo prazeroso, sendo uma pessoa que gosta de aprender novas coisas. Agora, como todos os alunos, existem as preferências pessoais. “É claro que existem matérias na qual eu não vou tão bem e há aquelas que aprendo mais facilmente. As disciplinas que mais me chamam a atenção são as exatas, como matemática e laboratório tecnológico, mas também gosto muito de artes e línguas, como português, inglês e Libras”, comenta.
PERGUNTAS E RESPOSTAS
Para conhecer mais da sua trajetória, Camila respondeu questionamentos preparados pelo Portal Martin Behrend.
Como surgiu esse interesse em participar de provas, concursos, desafios?
Quando mais nova, eu participei da OBMEP (Olimpíada Brasileira de Matemática para Escolas Públicas) que foi onde iniciou, mas eu comecei a realmente me interessar e pesquisar sobre no 7° ano, na qual eu tive a oportunidade de participar da OBA (Olimpíada Brasileira de Astronomia). Hoje, então, eu participo de todas que eu tenho a oportunidade.
Contando, eu tenho as medalhas de bronze na OBA (2022) e ONEE (Olimpíada Nacional de Eficiência Energética – 2024), a de prata na OBA (2023) e as de ouro na OBA (2024) nível escolar e nacional, na Olimpíada de Astronomia do Clube Atena (Nacional), na LIGMAT (Liga Nacional de Matemática – UFPR) nível municipal e na OLITEF (Olimpíada do Tesouro Direto de Educação Financeira – 2024).
Com todas essas conquistas, eu acabei me tornando a única embaixadora gaúcha de uma ONG nacional chamada Prep Olimpiadas nas Escolas. Através dela, eu visito instituições incentivando alunos a entrarem nesse mundo das olimpíadas cientificas, conversando com eles e mostrando a vasta gama de competições que existem, quais os benefícios e, principalmente, mostro que qualquer um pode participar, que não precisa ser nerd como alguns acreditam.
Como é a relação com os colegas? De que forma eles vibram com tuas conquistas?
São relações e reações variadas. Tem aqueles que estão sempre ao meu lado e comemorando comigo, como, por exemplo, o meu melhor amigo. Assim como tem aqueles que não entendem a importância destas vitórias e me questionam o porquê de participar destas competições e o motivo de tanta alegria ao conquistar algo.
Dos teus prêmios e classificações, tem alguma ou algumas com um carinho especial ou que mereça algum destaque?
Com certeza, a minha primeira medalha do OBA é uma premiação muito importante para mim, pois foi a partir dela que tudo isso começou e o meu apego por olimpíadas se iniciou. A medalha de ouro na Fecet 2024 (Feira de Ciências, Engenharia e Tecnologia de Cascavel) também é muito importante para mim, ela foi a primeira a ser conquistada em feiras científicas e foi quando eu percebi que queria mais daquilo.
E por fim, mas não menos importante, a credencial para a Belgian Science Expo 2025 (Science Expo Be 2025), que foi minha primeira credencial internacional e através dela eu me dei conta de que por meio do meu projeto de pesquisa científica posso viajar o mundo.
Tem alguma meta, algum objetivo específico a curto prazo? E a média ou longo prazo, tem algo que serve como um objetivo a ser alcançado?
Uma meta atual é o ensino médio técnico, porque é uma fase importante da vida e que pode me ajudar bastante. A médio prazo, espero conseguir viajar e conquistar mais premiações com o meu projeto. E, a longo prazo, é me formar em algo relacionado a astronomia e tecnologia. No geral, a minha maior meta é melhorar a vida das pessoas e ajudar a todos que eu puder.
EXEMPLO
Nesta trajetória de dedicação aos estudos, Camila conquistou medalhas olímpicas, premiações em feiras e credenciais para novas feiras que virão. Além desse currículo, ainda é líder estudantil. É um exemplo de comprometimento e dedicação ao conhecimento.
Atenção, Bélgica! A Camila Traichel Hendges estará por aí em março de 2025. Para a estudante de Sapiranga, com simpatia pela astronomia, o céu talvez não seja o limite.
