Novamente, o setor privado paga a conta. Esta é a avaliação da Associação Comercial, Industrial e de Serviços de São Leopoldo (ACIS-SL), sobre o anúncio do governo federal, na última sexta-feira (27), em reduzir a desoneração da folha de pagamento das empresas e de diminuir o percentual de desconto do Reintegra. O presidente da associação, Siegfried Koelln, aponta que a incompetência gerencial do governo está sendo descarregada no setor produtivo. “O fato é que haverá uma grande avalanche de demissões e, na medida em que o pagamento de funcionários fica mais custoso, os empresários irão contratar menos e demitir mais”, adianta.
Segundo ele, a desoneração em muitos casos significou o aumento de impostos, com o INSS sendo aumentado em 150%. Siegfied Koelln questiona por que não são revistas as aposentadorias dos funcionários públicos e os aumentos nas despesas do Congresso e do Judiciário, enquanto não há sinal de melhoria nos serviços prestados aos brasileiros.
Para o vice-presidente de Indústria da entidade, Cleomar Prunzel, a alteração das regras, principalmente sem a participação do setor produtivo, gera insegurança e impedem as empresas de fazer planejamento a médio e longo prazos. “Concordamos que o Estado precisa rever seu sistema arrecadatório, porém, não à custa das empresas que já atuam com um processo extremamente oneroso e quase nenhum incentivo”, ressalta Prunzel.
Siegfried Koelln reforça que compreende a posição do ministro Joaquim Levy, que tem a difícil missão de consertar situações criadas por anos de gestão irresponsável, porém, “é inaceitável que se esfole aposentados, trabalhadores da iniciativa privada e empresas, enquanto arrumar a própria casa não está em debate”.

























