O PMDB de Novo Hamburgo perdeu uma de suas mais combativas
militantes. Até então vice-presidente da sigla, Maria da Graça Steigleder, 61
anos, comunicou sua desfiliação. Ela tinha mais de 22 anos de envolvimento com
o partido, tendo participação ativa em diversos movimentos internos. “Tem muito
cacique para pouco índio. Alguns nomes não querem modificar os rumos do PMDB.
Não estou desiludida com a política, mas com alguns políticos”, justificou.
Maria da Graça gostaria de ter disputado a presidência do
PMDB. Na corrida eleitoral, ela iria concorrer com o ex-prefeito Paulo Ritzel e
com Márcio Lüders, que é advogado e atua no gabinete do vereador Raul Cassel.
Contudo, o partido buscou a conciliação, ficando Lüders como presidente e Maria
da Graça na vice-presidência. “Faltou honestidade com os princípios e valores
do PMDB. Além disso, esperava mais companheirismo”, destaca.
Ela destaca que sua saída não tem relação direta com algum
vereador – o PMDB tem a maior bancada da Câmara, com Raul Cassel, Gerson
Peteffi, Sergio Hanich e Inspetor Luz. “É um problema de visão do partido. Poderíamos
ter atuação maior nos bairros, com mais gente. Estava começando a ficar cansada
e até com problemas de saúde em razão de situações que vinha observando”, complementa.
Maria da Graça disse que ficará um tempo sem partido até definir se atuará em
outra sigla.
ELEIÇÃO
O PMDB tinha programado para a noite desta quinta-feira a
definição do novo vice-presidente do partido em Novo Hamburgo, já que o cargo
ficou vago. Na reunião do Diretório Municipal, ontem à noite, foram debatidos vários
temas do interesse do partido. O Diretório decidiu que a eleição será realizada
na próxima quinta-feira, 23 de novembro, em uma reunião extraordinária, dando tempo
para que os interessados realizem sua inscrição e campanha. Até o momento, o
único candidato a vice-presidente é o vereador Sérgio Hanich.
Em relação à saída de Maria da Graça, Lüders considera
absolutamente normal dentro de um partido. “No próprio nome da sigla nome já
falamos em democrático. No PMDB as decisões são tomadas em grupo. Não tomamos
decisões pessoalizadas”, destaca. “As pessoas têm total liberdade de concordar,
discordar. E tomam suas decisões conforme suas vontades. Temos de respeitar a
decisão dela e agradecer a contribuição”, finaliza.
