Vereadores entregam para Prefeitura sugestão de projeto que trata da regulamentação dos aplicativos como Uber

Enquanto casos de violência contra motoristas de aplicativos
de transporte individual como Uber seguem ocorrendo em Novo Hamburgo, o
Legislativo e o Executivo vão discutindo alternativas para regulamentar o
serviço. Situações que já foram solucionadas há meses em outros municípios
trazendo tranquilidade e transparência à comunidade, no município ainda estão
no campo do estudo e das indefinições.

No começo desta semana, a comissão legislativa para
acompanhar o processo de regulamentação dos aplicativos para o transporte
remunerado individual de pessoas em Novo Hamburgo entregou para o assessor
especial de gabinete da Prefeitura, José Cacio Bortolini, uma indicação com
sugestão de estudo de viabilidade para apresentação de projetos de lei
revisando a regulamentação do transporte individual de passageiros.

O grupo parlamentar, composto por Naasom Luciano (PTB),
Sergio Hanich (PMDB), Vladi Lourenço (PP), Professor Issur Koch (PP), Enio
Brizola (PT), Felipe Kuhn Braun (PDT), Fernando Lourenço (SD) e Gerson Peteffi
(PMDB), foi criado em 15 de março. Como base para a minuta do projeto, os
vereadores, com o auxílio do servidor do setor de Ementário, Nilo da Gama Lobo,
utilizaram a Lei n° 12.162, de 9 de dezembro de 2016, de Porto Alegre. Para
tanto, foram feitas adequações à realidade de Novo Hamburgo.


Após a realização de pesquisas e discussões de trabalho, os
parlamentares apontaram duas sugestões, considerando a situação atual do
transporte individual de passageiros, com concorrência entre os serviços
concedidos (táxis) e os serviços solicitados por meio de plataforma tecnológica
(Uber, Cabify e outros). A primeira delas é a apresentação de projeto de lei
revisando a Lei n° 23/1977, que trata do serviço de transporte de passageiros
em veículo de aluguel, possibilitando aos concessionários condições de
igualdade de concorrência com os prestadores do transporte por plataforma
tecnológica.

A segunda trata-se da sugestão de projeto de lei, cuja
minuta foi entregue em mãos para Bortolini, regulamentando a prestação do novo
serviço. As duas medidas podem ser tomadas em conjunto ou apenas uma delas,
caso seja esse o entendimento do Executivo. Conforme a minuta, o serviço de
transporte motorizado privado e remunerado de passageiros estará sujeito ao
Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza (ISS), nos termos da legislação
aplicável, sem prejuízo da incidência de outros tributos aplicáveis. A proposta
ainda sugere que a autorização par a exploração do serviço seja válida
inicialmente pelo prazo de 18 meses. Outro ponto sugerido é que o Município
promova reavaliação do serviço após transcorridos 12 meses.

Ao ocupar a tribuna, Bortolini elogiou a iniciativa dos
vereadores e disse que lhe pareceu que a indicação encaminhada pelo Legislativo
vai ao encontro do projeto que deverá ser feito pelo Executivo. Desde a sua
criação, a comissão especial realizou diversas reuniões, algumas delas com
taxistas e com representantes da Associação dos Motoristas Privados e de
Tecnologias (Ampritec).

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