O vereador de Novo Hamburgo Sergio Hanich (PMDB) não manda
recado. O editor do Portal Martin Behrend, por exemplo, já ouviu várias
críticas e ataques do parlamentar. Na sessão de quarta-feira desta semana,
fazendo uso da tribuna, o parlamentar reeleito para terceiro mandato fez uma
defesa da valorização salarial dos vereadores. Na Câmara de Novo Hamburgo, o
salário é de R$ 10 mil.
“Eu sou o cara que sempre vai brigar para ter salário bom
para vereador, para ser bem remunerado. Para ele ser só vereador e fazer o seu
papel”, disparou. Essa avaliação de Serjão atinge em cheio três colegas de
partido: Raul Cassel (PMDB) e Gerson Peteffi (PMDB) são médicos e atuam no
serviço público, e o Inspetor Luz (PMDB) atua como policial e recebe como
servidor estadual. Detalhe: os quatro vereadores foram reeleitos e vão conviver
por mais quatro anos. A crítica de Serjão é que como os parlamentares têm outra
atividade, a comunidade tem menos representantes fiscalizando o Poder Executivo e o trabalho da Câmara de Vereadores fica prejudicado.
Na sequência da sua manifestação, Hanich também falou de cidadãos
que avaliam os vereadores nas redes sociais e criticou colegas que são eleitos
e nada fazem. “Tem um monte de boca de sacola que vai para as redes sociais
denegrir vereador e falar mal de vereador. Primeiro, porque não tem competência
para ser um vereador, sequer tem coragem de se filiar a um partido ou de ir
para as urnas. Já tem outros que conseguem ser (vereador), são eleitos e nada
fazem”, disparou. “Por isso que brigo e digo que o vereador tem de ter um bom
salário. É como o policial, que precisa ser bem remunerado para não deixar se
corromper”, emendou Serjão, que é um dos campeões em gastos com diárias pagas com dinheiro da população.
A avaliação de Serjão acaba atingindo milhares de eleitores de Novo
Hamburgo que reclamam dos vereadores, mas seguem reelegendo representantes que
fazem do trabalho de vereador um “bico” na Câmara. O caso mais emblemático é do
vereador Peteffi, que atua como médico de serviço público há 35 anos e recebe
como vereador há 24 anos – foi reeleito democraticamente e completará 28 anos
ganhando por duas vezes do serviço público. Peteffi recebe como médico e ainda embolsa
R$ 10 mil para ser vereador – mesmo que sua atuação seja discreta, restrita e
de baixa produtividade.
O Portal Martin Behrend se posiciona: o preço da incompetência, da desqualificação ou da improdutividade dos políticos – e CCs, assessores, etc – é tão ou mais caro que o preço da corrupção.

























