O começo de ano do vereador hamburguense Darlan Oliveira (PDT) está turbulento.
Em seu primeiro mandato, o parlamentar vem tendo algumas posturas questionadas por parte da comunidade.
Um caso recente envolve um boletim de ocorrência registrado por uma hamburguense na Delegacia Especializada no Atendimento a Mulher de Novo Hamburgo (Deam/NH). Na ocorrência, a mulher conta ter tido um relacionamento por vários meses com o parlamentar, ao longo de 2021, inclusive conseguindo uma indicação para trabalhar como CC no governo Fátima Daudt.
Conforme o registro feito na Polícia Civil em janeiro deste ano, ela teria sofrido violência doméstica e solicitou Medida Protetiva – que foi, inicialmente, indeferida. No documento policial, existe a qualificação de violência psicológica contra mulher, injúria, ameaça e vias de fato, no período em que eles estiveram com o relacionamento. A mulher também foi exonerada do cargo de CC, em dezembro do ano passado, alegando pressão do parlamentar para essa decisão.
O coletivo feminista Elza Soares – https://www.facebook.com/coletivofeministaelzasoar… – acionou a Comissão de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara para que seja apurada a denúncia e verifique se houve a quebra de decoro parlamentar.
A comissão deverá se reunir nas próximas semanas para definir o andamento da denúncia. Os integrantes da Comissão de Ética e Decoro Parlamentar são Ito Luciano (PTB), Sergio Hanich (MDB) e Vladi Lourenço (PSDB).
Na sua página no Facebook, o coletivo registrou: “Mulheres assediadas são exoneradas como forma de correção por denunciarem seus assediadores. Mulheres são perseguidas por não se calarem”.
Vale lembrar um caso recente no Parlamento hamburguense. Em junho de 2020, o vereador Vilmar Heming teve mandato cassado após denúncia de assédio a menor. O caso também passou pela Comissão de Ética da Câmara até ser votado no plenário. Relembre como foi a votação: https://martinbehrend.com.br/noticias/noticia/…
SEM MANIFESTAÇÃO
Nesta segunda-feira (7), a reportagem do Portal Martin Behrend enviou e-mail e entrou em contato com o gabinete. O vereador atendeu a ligação, recebeu a oportunidade de esclarecer as questões sugeridas, mas disse que não iria se manifestar. “Não fui notificado de nada”, justificou.
Ao mesmo tempo, esclareceu que poderá conceder entrevista mais pra frente, caso seja necessário. Por três vezes a reportagem colocou espaço à disposição para esclarecimentos, mas ele repetiu que, no momento, não tinha o que falar.
OUTROS QUESTIONAMENTOS
Nas últimas semanas, a reportagem recebeu vídeos e imagens de comportamentos do parlamentar de primeiro mandato. Leitores registraram posturas que não combinam com um legislador de uma das principais cidades do Rio Grande do Sul.
– Em um vídeo, o vereador está circulando de moto. Sem camisa, sem capacete e de chinelo. Um legislador – que cria e fiscaliza leis -, mas que está completamente fora da lei na condução de uma motocicleta.
– Num outro vídeo, Darlan está com o microfone na mão e brada: “Tavam falando que eu era drogado! Drogado, mas eleito!”
Existem outros materiais e questionamentos sobre posturas do parlamentar encaminhadas pela comunidade. “Na Câmara, criam um monte de lei pra gente obedecer, tem até uma Procuradoria Especial da Mulher. E agora, qual o exemplo que fica? O que os vereadores vão fazer?”, questiona uma leitora.
A base eleitoral do vereador são os bairros São José, Vila Diehl e o Kephas. Ele foi eleito com 2.238 votos.
O próximo passo é esperar o início dos trabalhos da Comissão de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara para saber qual o destino das denúncias contra Darlan Oliveira.
