Sindicância inocenta vereador Vilmar Heming no caso do áudio com suposta venda de atestado médico

Um áudio publicado no Facebook em 10 de setembro deste ano
colocou no centro de uma polêmica o vereador hamburguense Vilmar Heming (PDT).
Na gravação,
ele aparecia numa suposta negociação de atestados médicos. À época, o pedetista
declarou: “É uma gravação clandestina e envolve uma conversa informal de
pessoas. Aproveito para ressaltar que não estou sendo investigado por qualquer
situação. Não estou envolvido em rolo ou falcatrua.” Após o surgimento do
áudio, a Fundação de Saúde Pública de Novo Hamburgo (FSNH) informou que abriria
“sindicância para apuração de uma suposta fraude na distribuição de atestados
médicos.” À época, o Portal Martin Behrend publicou matéria: http://www.martinbehrend.com.br/noticias/noticia/i…

A reportagem do Portal Martin Behrend teve acesso à conclusão
da sindicância, onde é informado que “a Comissão concluiu inexistir provas de
que profissionais vinculados à Instituição, mencionados no áudio, estivessem comercializando
atestados médicos”
– o comunicado está publicado abaixo na íntegra. Vilmar
Heming foi inocentado das acusações. A investigação seguirá envolvendo os
autores da gravação, com atuação da Polícia Civil e Ministério Público. Heming acabou reeleito na eleição de 2 de outubro.


Comunicado de Conclusão de Sindicância Investigativa

Em face do pedido, por parte de funcionários, quanto ao
resultado de Sindicância, registramos quê:

A veiculação em rede social de conversa/áudio mencionando
suposto esquema de distribuição de atestados médico, envolvendo profissionais
da Instituição, foi objeto de Sindicância na Fundação de Saúde Pública de Novo
Hamburgo, cujos trabalhos já foram concluídos.

A Comissão apurou os fatos de forma minuciosa e concluiu inexistir provas de que profissionais
vinculados à Instituição, mencionados no áudio, estivessem comercializando
atestados médicos.

A Comissão direcionou sua apuração, também, para a
identificação, de quem realizou as gravações em ambiente de trabalho, tendo em
vista não ter ocorrido pedido de autorização para tal, sendo realizadas,
segundo se apurou, de forma clandestina; quanto a este aspecto, a Comissão tem
o dever de manter o sigilo quanto ao desfecho, assim como as providências que
serão adotadas.

Outras questões administrativas mencionadas não foram objeto
direto de apuração e as medidas necessárias que estão sendo adotadas, de igual
forma, estão resguardadas pelo sigilo.

Dr. Leandro Minozzo – Diretor-presidente Interino da
Fundação de Saúde Pública de Novo Hamburgo (FSNH)

Renata Gubert – Advogada FSNH

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