Sete vereadores hamburguenses viraram as costas aos
interesses de milhares de servidores municipais de Novo Hamburgo. Na sessão
desta quarta-feira, em que a Câmara esteve praticamente lotada, os
parlamentares da base do prefeito governo Luis Lauermann (PT) ignoraram a
possibilidade de pagar o reajuste de 9,9% em parcela única. Uma emenda ao
projeto de lei 42/2016 enviado pelo Executivo, de autoria do vereador Issur
Koch (PP), previa pagamento em parcela única. Mas sete vereadores rejeitaram
essa emenda. Votaram contra o reajuste em parcela única:
Cristiano Coller (Rede) | Enio Brizola (PT) | Fufa Azevedo
(PT) | Jorge Tatsch (PCdoB) | Naasom Luciano (PTB) | Roger Corrêa (PCdoB) | Vilmar
Heming (PDT)
Votaram a favor do pagamento em parcela única:
Gerson Peteffi (PMDB) | Inspetor Luz (PMDB) | Issur Koch
(PP) | Patrícia Beck (PPS) | Raul Cassel (PMDB) | Sergio Hanich (PMDB)
Além da rejeição da emenda para pagamento em parcela única,
também foi negada uma segunda emenda, de autoria da vereadora Patrícia Beck
(PPS), que buscava antecipar o pagamento da segunda parcela para setembro – mesmo placar e mesmos votos foram repetidos. No final,
a maioria dos vereadores acabou aprovando o parcelamento do reajuste salarial
de 9,9% em duas parcelas. O primeiro pagamento é retroativo a abril de 2016 e a
segunda parcela será paga em dezembro deste ano – sem a devids retroatividade.
Os professores municipais protestaram, alegando que esse parcelamento significa que eles vão trabalhar dez dias sem receber. “Novo Hamburgo tem um prefeito fantasma, que não participou das negociações e está assombrando a nossa categoria”, protestou o presidente do Sindicato dos Professores Municipais de Novo Hamburgo (SindProfNH), Gabriel Ferreira. No plenário, os servidores gritavam: “Quero mais respeito, Novo Hamburgo não tem prefeito” e “Vereador, em outubro o meu voto vai faltar”.
