A sessão desta segunda-feira na Câmara de Vereadores de Novo Hamburgo, a partir das 18h30, deve ser em clima de funeral, enterro de esperanças e momento para lamber as feridas. Dos 14 vereadores, quatro entraram na disputa por novos desafios. Mas nenhum atingiu o principal objetivo: garantir uma eleição. É tempo de avaliações, rescaldos, análises e seguir o trabalho na Câmara a favor da comunidade hamburguense.
Patrícia Beck (PTB) – Segunda suplente do candidato a senador Olívio Dutra (PT), esteve perto de ter o objetivo alcançado. Mas a grande rejeição ao ex-governador fez com que muitos votos migrassem para Lasier Martins (PDT), o novo senador dos gaúchos. A diferença foi de cerca de 120 mil votos pró-Lasier.
Raul Cassel (PMDB) – Buscava vaga na Assembleia Legislativa. Herdou a responsabilidade da candidatura após o falecimento do ex-prefeito Jair Foscarini. Fez dobradinha com Giovani Feltes, mas não emplacou. Em Novo Hamburgo fez 11.622 votos – já Giovani Feltes teve no município 31.714 votos. No total, Cassel teve 14.948 votos. A votação é animadora para quem, em dois anos, poderá tentar a reeleição ou sonhar com a Prefeitura.
Roger Corrêa (PCdoB) – Entrou animado na disputa para deputado estadual por ter Manuela D´Ávila como puxadora de votos no partido. Para um comunista, fez campanha com muito dinheiro e visibilidade – carros de som, bandeiraços, placas, cabos eleitorais, números gigantes. Mas o eleitor não se convenceu. Fez 9.076 votos e foi o 12º mais votado de sua coligação.
Antonio Lucas (PDT) – Buscava uma vaga na Câmara dos Deputados. Vereador e ex-prefeito, tinha poucos concorrentes no município. Espalhou placas por toda cidade e em vários carros. Campanha com visibilidade. Mas não emplacou. Fez 17.815 votos – um patrimônio eleitoral que permite outros voos, como a Prefeitura. Foi o oitavo mais votado na coligação e é o quarto suplente.
PS: Ainda registro a baixa votação do ex-presidente da Câmara dos Vereadores Jesus Martins (DEM). Fez apenas 3.656 votos.
