A semana que passou marcou o anúncio de novas lideranças de dois partidos políticos em Novo Hamburgo.
O PSOL e o PDT tiveram definições internas projetando um intenso ano eleitoral.
Em outubro, serão cinco votos para cada eleitor brasileiro: presidente, senador, deputado federal, governador e deputado estadual.
PSOL
Reunido na Câmara de Vereadores de Novo Hamburgo, o PSOL escolheu, na tarde de domingo (13), a nova
diretoria do partido que assume o cargo pelos próximos dois anos.
Em eleição por
aclamação, Luana Rosa foi eleita presidenta da sigla. Bióloga e doutoranda em
Desenvolvimento Rural pela UFRGS, Luana é uma referência no Rio Grande do Sul na
questão ambiental, desenvolvendo pesquisas relacionadas aos conflitos socioambientais
e mudanças climáticas. Luana também preside atualmente o Movimento Roessler
para defesa ambiental, renomada entidade ambientalista no município.
O vice-presidente do
partido, Émerson da Costa, é integrante da nova geração
do PSOL em Novo Hamburgo. Com atuação junto ao movimento LGBTQIA+ e às
juventudes, Émerson se destacou nas últimas eleições, sendo o candidato a
vereança mais votado da sigla no município.
Ao transmitir o cargo,
o presidente do PSOL na gestão anterior, Gustavo Oliveira (Comanchi), lembrou
da trajetória do partido em Novo Hamburgo e o crescimento com as manifestações
recentes contra o governo federal, que deram voz a um movimento legítimo de
esquerda liderado pelo partido e outras forças da cidade.
O lançamento de nomes
fortes que representem as ideias do partido na Assembleia Legislativa e na
Câmara Federal foi outro tema tratado no encontro. O pré-candidato ao governo do Estado, Pedro
Ruas, trouxe sua experiência de décadas de militância ao destacar a importância
do PSOL como um partido verdadeiramente de esquerda.
Segundo Ruas, a
organização da sigla deve se manter fiel às diretrizes que nortearam a fundação
do PSOL em todo o país, levando adiante a discussão sobre temas fundamentais
para a sociedade. Para isso, é fundamental lançar candidaturas no maior número
possível de municípios no Estado.
“Nós queremos o
fortalecimento do PSOL porque sabemos que ele existe para fazer a diferença na
sociedade, pra ser um partido de esquerda, com vocação revolucionária e que
tenha nos princípios socialistas a sua afirmação. É isso que nós somos. Os
princípios que nós não pudermos reafirmar nacionalmente nós vamos afirmar aqui
no Estado”, reforçou.
Diretório municipal do PSOL em Novo
Hamburgo
Luana Rosa (presidente), Émerson da Costa (vice-presidente), Felipe Mesquita (secretário geral), Váva Stibel (secretária de finanças), Robson Klein, Cândida Selau, Ana Katia Abrahão, Tiago Eduardo Genehr e Adrian Simon.
Suplentes: Gustavo Oliveira (Comanchi), Felipe
Oliveira, Gil Muller
PDT
O PDT de Novo Hamburgo vive, mais uma vez, uma fase de instabilidade, incertezas e tentativa de recomeço. A sigla já foi a maior do município em número de filiados e também já esteve no comando da Prefeitura, com José Airton dos Santos e Antônio Lucas (mandato tampão).
Na terça-feira passada (15), a nova diretoria do PDT de Novo Hamburgo reuniu-se pela primeira vez.
Integram a nova comissão provisória: Rafael Lucas (presidente), Ico Heming (vice-presidente), Odenir Schwartz (vice-presidente), Sandra Regina Soares, Silvana Blos, Silvana Brizola, Josiane Schmidt, Marcos Hatzenberger, Valdir Dallenogare e Emerson Edinei Lopes.
Entre os pontos debatidos pelo grupo estão o presente e o futuro da sigla em Novo Hamburgo. Há a previsão de uma reunião nos próximos dias com a executiva estadual. A perspectiva é que em breve seja montado o Diretório do PDT Hamburguense, dando um novo rumo para as questões políticas na cidade.
Nos últimos anos, o partido perdeu lideranças comunitárias como os atuais vereadores Felipe Kuhn Braun (PP), Cristiano Coller (PTB) e Ricardo Ritter, o Ica (PSDB).
Atualmente, o PDT conta com dois vereadores no município: Fernando Lourenço, o Fernandinho (segundo mandato, e Darlan de Oliveira (primeiro mandato).
