Presidente da Câmara e líder do PDT está inelegível, é acusado de agressão e segue vice-líder no gasto com diárias

O atual presidente da Câmara de Vereadores de Novo Hamburgo,
Antonio Lucas (PDT), está envolto numa pauta política e pessoal extremamente
negativa.
Passa por sua inelegibilidade decretada pela Justiça, cruza por novo
processo condenatório e alcança o uso excessivo de diárias do Legislativo. A
imagem do Parlamento, que por vezes fica arranhada em função de projetos
polêmicos, vem sendo ainda mais prejudicada em função desse contexto turbulento
envolvendo o presidente da casa. Também o seu partido, PDT, que procura zelar
pela integridade e seriedade dos seus representantes, sai bastante contaminado
com esse menu de problemas envolvendo um dos maiores líderes da sigla em Novo
Hamburgo.

A seguir, o Portal Martin Behrend apresenta alguns fatos atuais
envolvendo Antonio Lucas e o desgaste da sua imagem, seja como presidente da
Câmara de Vereadores ou como liderança do PDT:

– Inelegível por 3 anos. Lucas não perdeu o atual mandato, mas
foi condenado por improbidade administrativa. A acusação do Ministério Público:
superfaturamento em licitação para reforma de banheiros na Câmara de Novo
Hamburgo, em 2008. Naquele ano, assim como agora, ele era o presidente da casa.
A condenação definitiva veio pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ). Lucas já
avisou que não vai mais recorrer – nem concorrer.

– Condenação em 1º grau por tentativa de trancar processos e
denúncias.
Antonio Lucas, o ex-vereador Ito Luciano e o ex-diretor da Guarda
Municipal, Marcos dos Santos, o Marcão, foram condenados pela Justiça em 1º
grau numa Ação Pública movida pelo Ministério Público. Eles foram apontados
como protagonistas de uma engenharia capaz de trancar processos judiciais e
criar bloqueios para o andamento de denúncias dentro da Câmara. Todos
anunciaram que estrão recorrendo da decisão. O Portal Martin Behrend publicou
reportagem: http://www.martinbehrend.com.br/noticias/noticia/i…

– Suposta agressão. Antonio Lucas está envolvido numa
suposta agressão ao seu ex-assessor João Gabriel Chassot. Segundo o ex-colaborador,
Lucas teria desferido soco e chute após ele comunicar que estaria se
desfiliando do PDT e deixando de trabalhar com o vereador – tudo isso teria
ocorrido no gabinete de Lucas. Nesta semana, o vereador será intimado a prestar
depoimento na Polícia Civil. Lucas garante: não agrediu seu ex-assessor e está
abrindo processo por falsas acusações. Já Chassot reafirma que foi agredido.

– Gastos com diárias. Antonio Lucas é um dos parlamentares
que mais gosta de viajar usando as diárias – dinheiro público da comunidade. No
ano passado, ele terminou como vice-líder nos gastos: R$ 10.243,13. Este
ano, estamos em maio e ele continua na vice-liderança, já tendo utilizado 6.518,44.

– Abandono das sessões. Embora presidente do Legislativo,
Antonio Lucas vem adotando uma postura de desinteresse com o cargo que ele ocupa. Em dia de sessões, o vereador assume a presidência, abre os trabalhos e some para seu gabinete. A sessão
fica transcorrendo com outro vereador na presidência. Hora ou horas mais tarde,
reaparece. Essa rotina virou hábito.

– Ignorado e atropelado. Em dois tumultos recentes na
Câmara, Lucas, imediatamente, assumiu uma postura de liderança.
Foi assim quando o secretário de Habitação, Beto Carabajal (PT), badernou no Legislativo e quando o secretário geral de Governo e Relações Comunitárias, Gilnei
Andrade (PT), invadiu o plenário para ameaçar o vereador Jorge Tatsch (PCdoB),
que votou contra os interesses do prefeito Luis Lauermann (PT). Mas esse tom
ameaçador de Lucas se dissolve na sessão seguinte. Caso clássico envolve
Gilnei: embora Lucas tenha ordenado que ele não ocupasse mais a Tribuna de
Honra, o secretário geral ignora e atropela o presidente da casa, sentando onde
bem entende.

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