Oposição tem duas grandes frentes (juventude / renovação x experiência / tradição) e baita incógnita

A oposição ao governo do prefeito de Novo Hamburgo, Luis Lauermann (PT), está se estruturando em mais de uma frente. Faltam

sete meses para as eleições e, até o momento, são cinco movimentos com pré-candidatos. Contudo, neste contexto se sobressaem duas grandes forças: uma liderada pelo PMDB e outra estruturada com PP e PPS. Neste quadro de opositores, existe uma grande incógnita: em que lado ficará o secretário estadual de Minas e Energia, Lucas Redecker (PSDB), que fez mais de 23 mil votos para deputado estadual no município? Lembrando: em março tem a janela de troca de partidos e muitas definições vão ocorrer.

PMDB – EXPERIÊNCIA E TRADIÇÃO

O partido tem grande experiência em administrar Novo Hamburgo. Eugênio Nelson Ritzel, Atalíbio Foscarini, Paulo Ritzel e Jair Foscarini comandaram a cidade desde a década de 1980. Para 2016, o ex-prefeito Paulo Ritzel é apontado como o futuro candidato do partido. O atual vereador Raul Cassel pode aparecer como vice-prefeito, numa chapa pura. Cassel já foi vice-prefeito de Foscarini, de 2005 a 2008. Paulo Kopschina, derrotado nas últimas eleições, mas tendo feito mais de 50 mil votos, aparece como puxador de votos. Os sobrenomes têm peso, respeito e tradição no município, seja na área política ou em entidades. O partido tem uma das maiores bancadas da Câmara, com três vereadores: Raul Cassel, Sergio Hanich e Inspetor Luz.

PP-PPS – JUVENTUDE E RENOVAÇÃO

Na eleição anterior, PP e PPS se coligaram e elegeram dois vereadores: Jorge Tatsch (PPS) e Issur Koch (PP). Contudo, Tatsch pulou para o governo após receber cargos para acomodar amigos e abandonou o

papel de oposicionista. Hoje, é ferrenho

defensor

de Lauermann. Do lado do PP, o ex-vereador e atual diretor da CEEE, Leonardo Hoff, foi indicado como pré-candidato a prefeito.

Essa dobradinha partidária tem duas revelações da Câmara de Vereadores: Issur Koch (PP) e Patrícia Beck (ainda no PTB, mas que vai assinar com o PPS) são os destaques da atual legislatura. Outros quatro partidos nanicos no município já se aliaram ao projeto.

PSDB – A INCÓGNITA

O PSDB já anunciou que deseja ter candidato nas eleições de outubro. O partido tem um grande trunfo: o secretário estadual de Minas e Energia, Lucas Redecker (PSDB), que fez mais de 23 mil votos para deputado estadual no município e que já foi candidato a prefeito

quando começava sua carreira política. Contudo, Redecker vem reiteradamente informando que não pretende concorrer

e, no seu horizonte, projeta fazer carreira como deputado estadual ou deputado federal. Sem Redecker, os tucanos não têm chance de emplacar qualquer candidato. Um dos pré-candidatos a prefeito já informou: se Redecker concorrer, ele abre seu espaço e apoia a candidatura do jovem tucano. Para onde Lucas Redecker levará seus milhares de votos? Será que ele muda de ideia e consegue unir as oposições? Tem muita gente de diferentes siglas da oposição tentando convencer que ele é a “bola da vez”. É a incógnita.

PS1: Esta é uma avaliação exclusiva do jornalista Martin Behrend em 29 de fevereiro de 2016. Faltam sete meses para as eleições. É claro que muita coisa pode mudar, até em função da janela da troca de partidos em março.

PS2: A avaliação não envolve o ex-prefeito José Airton dos Santos (PV) por ele ainda estar tentando se livrar de impedimentos na Justiça.

PS3: Quanto mais fragmentada e dividida a oposição, mais chances de quem é situação se manter no cargo. O prefeito Luis Lauermann agradece.

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