O Portal Martin Behrend publicou, em 13 de novembro de 2014,
uma reportagem avaliando a gestão do prefeito Luis Lauermann (PT). A manchete: “Lauermann
caminha para ter a pior administração da história de Novo Hamburgo”. Após a
publicação, alguns leitores filiados ao PT telefonaram para dizer que o texto
tinha um tom grave, mas certeiro. Elogiaram o diagnóstico e os próprios
petistas demonstravam preocupação. Além de apontar problemas, a matéria trouxe
sugestões para auxiliar o prefeito a melhorar seu desempenho. Recomendações em
vão.
O governo de Luis Lauermann foi um fracasso retumbante.
Tendo a máquina pública ao seu lado, com maioria na Câmara de Vereadores,
empilhando centenas de CCs, faltou capacidade. Faltou competência. Faltou
qualidade. O golpe foi acusado na campanha: Lauermann virou Luis, a estrela do
PT sumiu da campanha, o vermelho se transformou em verde e laranja e o nome do
Partido dos Trabalhadores foi escondido. Ora, só troca sua identidade quem tem
algo a esconder. Lauermann – ou Luis – queria esconder sua péssima
administração. Sua equipe sabia que o governo era fraco. Novo Hamburgo tinha 178.138 eleitores aptos a votar. Apenas 22.634 indicaram Lauermann – 12,71% do total de habilitados a votar.
A seguir, o Portal Martin Behrend lista aspectos que
ajudaram Lauermann a enterrar sua gestão e, com isso, trazer problemas para
Novo Hamburgo.
– Como era um “novato” na cidade e foi indicado em cima da hora para a eleição suplementar, deveria ter sido mais humilde
e compartilhar a administração. Decidiu centralizar. Rachou o PT e aliados.
– Rompeu com seu criador, o ex-prefeito e deputado estadual
Tarcísio Zimmermann (PT). Quis mostrar que não era um “poste”.
– Construiu um secretariado com forasteiros, pessoas sem
qualquer relação com Novo Hamburgo. Virou cabide de empregos de petistas
desempregados em cidades vizinhas.
– Não dialogou com a comunidade. Ficou escondido,
encastelado. Prefeito distante do povo.
– Não dialogou com servidores municipais. Enfrentou uma das
mais fortes greves do funcionalismo na história do município. Não aparecia nas
negociações.
– Um dos pilares do PT, o Orçamento Participativo (OP) foi
um festival de enganações. Dezenas de obras “conquistadas” jamais saíram do
papel. Virou o Orçamento Enganativo.
– Dezenas de promessas ficaram como palavras ao vento.
Ninguém sabe, ninguém viu.
– Lauermann tem ao seu lado um vice-prefeito, Roque Serpa
(PTB), que ficou mais tempo preocupado em promover a religião dele e criar
projetos para sua religião, do que cuidar da cidade. Outra figura com pouca
relevância.
– Obras estratégicas, como tratamento do esgoto, ampliação
da Fenac e os recursos do BID para tantos investimentos, não evoluíram nos
quase quatro anos de governo. Faltou pulso para lidar com esses grandes projetos.
Se Novo Hamburgo tivesse segundo turno, prefeito petista
teria ficado de fora ao finalizar no terceiro lugar. Essa é uma rejeição
absurda. Em novembro de 2014, reportagem do Portal Martin Behrend trouxe a
seguinte manchete: “Lauermann caminha para ter a pior administração da história
de Novo Hamburgo”. A manchete estava certa. Lauermann escreve seu nome na história
do município forma triste e negativa.

























