Impasse no PTB de Novo Hamburgo: vereadora Patrícia Beck abre mão de disputar presidência

Após meses de uma novela arrastada, desgastante e indefinida, a vereadora Patrícia Beck tomou uma decisão: está abrindo mão da indicação para presidir

a Comissão Provisória do PTB em Novo Hamburgo. Desde abril, a sigla está sem um comando oficial, sobrevivendo de maneira enjambrada e na base do esforço

de alguns filiados comprometidos com os interesses da sigla – muito maiores e mais verdadeiros do que os interesses pessoais ou por cargos adotados por alguns caciques

do partido.

O PTB de Novo Hamburgo está dividido em duas correntes: uma busca a renovação da sigla, trazendo novos nomes e lideranças, arejando as convicções partidárias, e tem como referência a vereadora Patrícia Beck; a outra linha é conservadora, agarrada aos cargos e aos polpudos vencimentos na Prefeitura, representando a velha guarda do partido, e tem como referência o secretário municipal de Desenvolvimento Econômico, Tecnologia, Trabalho e Turismo (Sedetur), Carlos Finck, e o vice-prefeito hamburguense, Roque Serpa. Este contexto estabeleceu que a Comissão Provisória do partido teria dez nomes de cada corrente, com um presidente sendo indicado

por lideranças estaduais.

Com esse impasse se arrastando por quase seis meses e não tendo qualquer definição, a vereadora decidiu tomar a decisão de abrir mão de cargos na Comissão Provisória. O anúncio se estende a companheiros de sigla que atuam diretamente com a parlamentar. “Vou focar meu trabalho num contato mais próximo da comunidade, dialogando com diferentes lideranças da cidade, buscando qualificação e aperfeiçoamento para honrar o meu mandato. Acredito que conseguirei coordenar melhor agendas e compromissos sem uma nova responsabilidade”, destaca Patrícia. “Saliento que recebi a confirmação da Executiva estadual para seguir atuando como vereadora independente, buscando o que é melhor para a comunidade”, completou.

Patrícia Beck também destaca que segue dialogando igualmente com representantes de outras siglas, numa interação em busca de solução para os problemas de Novo Hamburgo. Além disso, observa a movimentação no tabuleiro político, como a criação de novos partidos – Rede e Partido Novo – e a confirmação da “janela política”. A presidente Dilma Rousseff (PT) sancionou ontem projeto confirmando a diminuição de um ano para seis meses do prazo para filiação partidária de quem queira disputar as eleições em 2016. A janela, ou seja, a permissão para mudança de partido

sem o risco de perda de mandato vigorará no mês de março de 2016. “Gostaria de tranquilizar meus eleitores. Seguirei trabalhando cada vez mais e honrando a confiança depositada na minha atuação parlamentar”, assegura

Patrícia. Ela é a única mulher atuando na Câmara de Vereadores e é um dos destaques desta legislatura.

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