Faltam poucas horas para a pior administração da história de
Novo Hamburgo deixar o Centro Administrativo Leopoldo Petry. Na prática, o
governo do prefeito Luis Lauermann (PT) acabou hoje. No domingo (1º de janeiro), por volta das
18 horas, ocorrerá a transmissão de cargos de prefeito e vice-prefeito no
Gabinete do prefeito, no 9º andar da Prefeitura. Contudo, nos últimos dias que
comandou o município, o petista manteve uma prática recorrente durante seus
quase quatro anos de mandato: gastos milionários em propaganda. Dinheiro dos
hamburguenses que bancam publicidade com informação duvidosa ou incompleta.
Nesta semana, duas propagandas de página inteira estamparam
um jornal de Novo Hamburgo. Valor individual da publicidade: R$ 8,5 mil. Além
do valor, que poderia ser aplicado em dezenas de obras que foram abandonadas
por seu governo, Lauermann ainda divulga informações distorcidas ou incompletas,
como no caso da Comusa, onde as obras para tratamento do esgoto foram
abandonadas no seu mandato – isso não é citado. Ele também fala de recursos do
BID como conquista pessoal, sendo que o valor foi assegurado pelo ex-prefeito
Jair Foscarini – ele apenas renovou o contrato e, durante o seu governo,
praticamente não andaram os projetos com estes valores. Sobre milhões para
pavimentação asfáltica de ruas do município, sem comentários, é uma piada de
mau gosto.
Após ser derrotado nas urnas em 2 de outubro, chegando na
terceira posição, Lauermann tinha tudo para apertar o cinto e controlar os
gastos, já deixando recursos para Fatima Daudt (PSDB). Não foi o que aconteceu.
O Portal Martin Behrend já registrou gastos de mais de R$ 100 mil no período
pós-derrota nas urnas. Dinheiro que falta para postos de saúde, escolas,
esgoto, asfalto, segurança, etc. Confira a seguir as duas reportagens
demonstrando os gastos recentes com publicidade: http://www.martinbehrend.com.br/noticias/noticia/i… e http://www.martinbehrend.com.br/noticias/noticia/i… .
Contagem regressiva: faltam menos de dois dias para acabar o
pior governo da história de Novo Hamburgo, que gastou milhões de reais em
publicidade ao invés de investir em benfeitorias para a comunidade.
