Fundamental no Tarifaço que aprofundou a crise dos gaúchos, PSDB decide entregar cargos no governo Sartori

Lembram do Tarifaço no começo do governo Sartori? A proposta elevou de 17%
para 18% a alíquota básica do ICMS, que é aplicada a todas as operações e
prestações de serviços sem alíquota específica. Já as alíquotas sobre energia
elétrica, álcool, gasolina e telefonia fixa e móvel subiram de 25% para 30%.
Este Tarifaço vigora até 31 de dezembro de 2018. Depois dessa aplicada, vida dos gaúchos ficou mais cara em razão desta alta de tributos.

O
Tarifaço passou com placar apertado (27 a 26) e com grande contribuição de
deputados estaduais do PSDB – votaram a favor Adilson Troca, Pedro Pereira e Zilá Breitenbach. Mais do que isso, os aliados da
sigla ganharam cargos valiosos no governo estadual, como a Secretaria de Minas
e Energia, ocupada por mais de dois anos pelo deputado estadual Lucas Redecker,
e que ainda hoje segue em asas tucanas.

No momento em que o governo
Sartori vai completar três anos, o partido decidiu bater em retirada pensando na
eleição do ano que vem. O PSDB gaúcho deverá deixar os espaços ocupados
no governo Sartori em até 30 dias. A decisão foi tomada em reunião da Executiva
estadual do partido, nesta quarta-feira (20), em Porto Alegre, ocasião em que
foi debatido o resultado da consulta aos diretórios municipais, dos quais 80%
opinaram pela saída. A data limite para que os tucanos deixem os cargos foi
fixada em 20 de janeiro.

De acordo com o presidente do PSDB gaúcho, Eduardo Leite, a decisão pela saída
é também em respeito ao governo Sartori. “No momento em que estamos construindo
um projeto alternativo para o Rio Grande do Sul, entendemos que se encerra a
possibilidade de participação com cargos no governo. Essa é a hora de dar
espaço ao próprio governo”, afirmou.

Leite ainda disse que a
saída, entretanto, não significa uma ruptura na base de apoio. “Continuaremos
apoiando na Assembleia Legislativa os projetos que são de interesse da
sociedade gaúcha”, afirmou. A participação do PSDB no governo Sartori se dá
hoje através da Secretaria de Minas e Energia.

No começo da tarde, Leite reuniu-se com o chefe da Casa Civil, Fábio Branco, e
o secretário do Planejamento, Governança e Gestão, Carlos Búrigo, e conversou
por telefone com o presidente do PMDB, Alceu Moreira, quando comunicou a
decisão do partido.

Ex-prefeito de Pelotas, Leite é a aposta da sigla para retomar o Piratini, que já foi comandado pelo PSDB com Yeda Crusius, de 2007 a 2010.

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