O prefeito de Novo Hamburgo, Gustavo Finck (PP), segue colecionando rusgas, desafetos e rupturas.
Em menos de dois anos como chefe do Executivo, ele já se envolveu em conflitos e discussões com adversários políticos, entidades, imprensa, população (bate-boca redes sociais), CCs e antigos parceiros que deixaram a Prefeitura. A lista só cresce.
O que vem chamando a atenção é que Finck vem conseguindo ampliar a lista de desafetos e atritos dentro dos partidos que lideram seu governo: PP e PL. O prefeito já perdeu vários aliados destas duas siglas – inclusive secretárias e diretores.
Um caso é bem conhecido: o do vereador Cristiano Coller (PP). Ao manter a coerência em uma votação envolvendo direitos dos servidores, Coller votou contra um projeto enviado pelo prefeito Finck – o prefeito traiu os servidores. O que já não vinha bem, degringolou. Coller, que sempre afirma ter feito campanha e pedido voto para Finck em 2024, passou a ser um parlamentar independente e, muitas vezes, votar contra os projetos enviados pelo Executivo. Foi dele a icônica alcunha endereçada ao prefeito: “Chupetinha”.
PATRÍCIA BECK
Mas os atritos não cessam. Pelo contrário. Ganham novos capítulos. Quem externou seu distanciamento do atual prefeito é a ex-vereadora hamburguense Patrícia Beck. Nesta terça-feira (27), ela foi uma das convidadas do Videocast do Portal Martin Behrend ao lado de Preto Kayser (Novo) e Vinicius Bondan (PSB). Os três concorreram a deputado, mas não se elegeram.
Durante o programa, Patrícia falou da sua votação para deputada federal – 12.191 votos -, avaliou como vem sentindo a cidade de Novo Hamburgo e a sua relação com Finck. Confira algumas frases da ex-parlamentar:
“Existe um sentimento na cidade (das pessoas) estarem sozinhas, um sentimento de medo, de retaliação, algo que eu nunca tinha visto na nossa cidade.”
“O sentimento hoje do hamburguense não é bom. A gente precisa retomar algo que se perdeu na cidade e meu nome está à disposição, sim, para concorrer à majoritária (Prefeitura) em 2028. Pelo PP, eu não tenho porque sair do PP.”
“A relação com o prefeito (Finck) praticamente não existe desde que ele se elegeu prefeito, até me tirou dos grupos (de WhatsApp) do PP”.
“Agora, na campanha, procurei todos prefeitos progressistas da região, mas ele (Finck) não me recebeu”.
Na sua trajetória política, Patrícia Beck já foi vereadora (dois mandatos), presidente da Câmara de Vereadores, candidata a prefeita de Novo Hamburgo (2020), candidata a deputada, suplente de candidato ao Senado e assessora na Prefeitura de Tramandaí.
BASTIDORES
A partir das declarações de Patrícia Beck, o Portal Martin Behrend apurou três informações:
- A direção estadual do PP está mais inclinada a ter Patrícia Beck como candidata a prefeita de Novo Hambuurgo em 2028. Haveria um descontentamento da própria sigla com a gestão e a rejeição de Finck, que poderia comprometer uma continuidade do Progressistas no comando do Executivo.
- Finck já foi convidado por outros partidos e também está fazendo sondagens para trocar de sigla.
- Com tantos desgastes, a tendência é que Finck termine o mandato abraçado e ainda mais dependente dos dos representantes da velha política, do assistencialismo e da escancarada troca de cargos por votos, tendo como escudeiros nomes como os vereadores Ito Luciano (Podemos), Ricardo Ritter (MDB), Nor Boeno (MDB) e Ico Heming (Podemos).
VIDEOCAST
A edição completa do Videocast desta terça-feira pode ser conferida no link a seguir:
