Felipe d’Avila é o primeiro pré-candidato à presidência da República a falar na ACI

Uma iniciativa realizada com êxito pela Associação Comercial, Industrial e de Serviços de Novo Hamburgo, Campo Bom e Estância Velha (ACI-NH/CB/EV), em 2018, volta a ser realizada em 2022.

Assim como ocorreu há quatro anos, a entidade empresarial vai convidar os pré-candidatos à presidência da República para visitarem a sede da ACI, em Novo Hamburgo, e, ao mesmo tempo, destinar um tempo para que os convidados abordem temas relevantes para o Brasil.

Lembrando que, em outubro deste ano, os eleitores brasileiros terão cinco nomes para indicar na urna eletrônica: presidente, senador, deputado federal, governador e deputado estadual.

O Portal Martin Behrend, da mesma forma que ocorreu em 2018, publicará uma matéria registrando a presença dos pré-candidatos.

PRIMEIRO NOME

Nesta sexta-feira (4), ocorreu a primeira visita.

O pré-candidato à Presidência da República pelo Partido Novo, Felipe
d’Avila, foi o primeiro participante da série Encontros Políticos 2022 da ACI. No evento, a diretoria da entidade entregou-lhe um
documento com demandas do setor empresarial em seis áreas consideradas
essenciais para o futuro da região e do país. Os pleitos dizem respeito à
defesa da educação e formação profissional, ao fim da impunidade em todos os
níveis e tratamento isonômico aos transgressores da lei, à área política, à
infraestrutura e à segurança pública.

O presidente Diogo Leuck enfatizou que a ACI, ao receber a visita do
pré-candidato pelo Novo, assim dos demais partidos, busca ouvir suas propostas
para levar informações às mais de mil empresas associadas e aos cerca de cem
mil trabalhadores que estão ligados a elas.

“As
urnas representam o desfecho do processo eleitoral, que inicia com a apresentação
dos candidatos, suas propostas, qualidades, convicções, plataformas de governo
e, em especial sua ideologia. É necessário que nós, cidadãos conheçamos o
projeto de país de cada um dos candidatos, para sermos bons eleitores”, afirmou
Leuck.

TEMAS E PERGUNTAS

Durante uma hora, Felipe d’Avila respondeu a perguntas formuladas por
vice-presidentes e integrantes dos comitês internos da entidade e propôs uma
agenda modernizadora do estado brasileiro.

Conforme o pré-candidato, o Brasil tem novamente a oportunidade de desenvolver-se,
mas para isso precisa tirar o que ele chama de populistas do poder. “O
populismo debilita as instituições democráticas e atrapalha o ambiente de
negócios no país, além de favorecer a corrupção, a estagnação e a pobreza”,
disse.

Na avaliação de d’Avila, o país tem mais uma oportunidade de ganhar na
loteria e, desta vez, o meio ambiente e os temas ligados ao ESG são grandes
trunfos para ser vencedor. “Até 2019, meio ambiente era assunto da esquerda par
criticar o capitalismo, mas hoje, é o passaporte para atrair investimentos. O
mundo dispõe de US$ 50 bilhões para investir e o país precisa atrair parte
deste montante para investir em infraestrutura”, explicou.

Para que isso ocorra, três contrapartidas são necessárias: segurança
jurídica e respeito a contrato, desburocratização e abertura econômica. Estes
temas, conforme o pré-candidato, integram as propostas do Partido NOVO, que defende o
ingresso do país na Organização para a Cooperação e Desenvolvimento
Econômico (OCDE) e a adoção de padrões tributários em sintonia com os demais países
que a integram.


REFORMA TRABALHISTA

Felipe d´Avila disse que o país precisa de um sistema de contratação
alternativo à CLT, que é antiquada e não tem aplicação no mundo atual. Também
enfatizou a necessidade de uma reforma administrativa que permita ao bom
servidor público diferenciar-se do mau através da meritocracia. Conforme ele, a
digitalização do governo também é necessária para simplificar processos e fazer
com a população possa ter acesso aos serviços públicos mais rapidamente.

FUNDO ELEITORAL

O Partido Novo, de acordo com o pré-candidato, é o único que não utilizou
e não utilizará recursos do Fundo Eleitoral em sua campanha, que é considerado
uma imoralidade. “A eleição deve ser paga pelo cidadão para que ele possa
cobrar dos candidatos em que votou e fortalecer a democracia participativa”,
disse.

PRIVATIZAÇÕES

As privatizações de empresas públicas também estão no plano estratégico
do Novo.

Entre outras áreas, o saneamento recebe especial atenção do partido.
Cerca de 100 milhões de brasileiros ainda não têm acesso coleta e tratamento de
esgoto e, até 2033, o saneamento básico terá que ser universalizado. “Se o país
se desviar dessa agenda, perderá novamente o trem da história e mais uma
geração de brasileiros ficará comprometida, como ocorreu em 1908, quando, ao
invés de abrir-se para o mundo, o Brasil fechou sua economia e deu início a um ciclo
de baixo crescimento”, finalizou.

No link abaixo é possível acompanhar a participação do candidato na íntegra:

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