Faltam 30 dias para as eleições! Portal publica dez considerações e avaliações sobre a campanha

Em um mês tem eleição municipal. 2 de outubro vem aí e 178.130
cidadãos estão habilitados a votar em Novo Hamburgo para definir o futuro prefeito
e os 14 vereadores do período 2017-2020.
São 93.778 mulheres e 84.360 homens. A
campanha teve seu início oficial em 16 de agosto e nestas duas primeiras
semanas já se pode fazer algumas observações e avaliações. A seguir, o Portal
Martin Behrend apresenta dez considerações sobre o que foi visto e falado até
aqui.

– Todas as coligações foram afetadas pelo fim do
financiamento de campanhas através de empresas. Os orçamentos estão bem mais
modestos e o “grosso” do que está sendo arrecadado será despejado nas últimas
duas semanas.

– Prova dessa falta de recursos é que um ex-secretário
municipal de Segurança foi escalado para ocupar a boleia de um caminhão e ficar
discursando pelas ruas da cidade. Nessa hora, a vaidade fica de lado.

– Muitos hamburguenses com condições de fazer repasses e
doações como Pessoa Física ainda não o fizeram por um simples motivo: esperam
alguma pesquisa oficial para saber como estão posicionados os candidatos.

– Candidatos a vereador fazem arrecadações paralelas e
pessoais. Com isso, tem candidato a vereador com bem mais visibilidade do que
candidato a prefeito. Tem candidato a vereador que já investiu cerca de R$ 10
mil em publicidade nas duas primeiras semanas – apenas com anúncios em jornais.
Fora o restante do material.

– Do lado da situação, o fato que mais chamou a atenção foi
a radical mudança visual da campanha do prefeito e candidato à reeleição Luis
Lauermann (PT). O sumiço do vermelho e da estrela foram destaques, contudo,
esconder o próprio sobrenome – Lauermann – e optar por “Luis” para fazer
campanha é algo nunca visto por essas bandas.

– Em relação à oposição, é inegável o fatiamento de votos. O
Portal tem cristalina uma análise: caso um candidato da oposição não se eleja
fruto dessa dispersão e divisão acentuda, um dos grandes responsáveis –
talvez, o maior – será um deputado estadual que criou candidatura relâmpago em
função de projeto político pessoal e não colocou em primeiro lugar os interesses
do município. Agora, pelos adesivos nos veículos e material de campanha, é inegável que os candidatos da oposição estão muito bem cotados e confirmam a rejeição ao atual governo.

– A figura do ex-prefeito e atual deputado estadual Tarcísio
Zimmermann (PT) anda meio tímida na campanha. Ele deve aparecer mais, contudo,
até agora anda um tanto acanhado. As feridas nem sempre cicatrizam tão rápido. Ele é um baita cabo eleitoral.

– A interrogação da eleição, até o momento, envolve o nome
de Airton dos Santos (PV). O ex-prefeito é candidato e está no páreo, mas
candidatos adversários garantem que sua situação na Justiça Eleitoral será
avaliada e ele ainda será barrado. Tem ação contra sua candidatura tramitando.
Mas, até agora, está tudo valendo e segue o jogo. Airton pode representar de 15%
a 25% de votos.

– Já foram realizados, pelo menos, três debates com os
candidatos a prefeito. E virão pela frente novos encontros entre os candidatos.
O eleitor não pode reclamar e dizer que não sabia das propostas: teve
transmissão pela rádio, internet e dá para acompanhar pessoalmente.

– As redes sociais são o grande palco para discussões
eleitorais. Tem apoiadores de candidatos que estão tão queimados na comunidade
que as manifestações em redes sociais representam perda de votos. Como são sete
candidatos a prefeito, alguns eleitores estão fazendo uma eliminação de nomes
pouco a pouco. E o fato de determinados cidadãos estarem ao lado de candidatos
vem resultando em prejuízos. Muitas vezes, o silêncio pode ser um grande
aliado.

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