O tempo fechou na sessão desta quarta-feira na Câmara de Vereadores de Novo Hamburgo. O motivo foi a votação em primeiro turno de repasses para o programa Mais Educação no município, em projeto enviado com urgência pelo Executivo. Vereadores independentes e de oposição ao governo Luis Lauermann (PT)
apontaram uma série de dúvidas envolvendo a origem e aplicação dos valores.
Os discursos dos opositores foram turbinados por dezenas de professores municipais em greve e que lotaram o plenário, fazendo barulho com apitos e aplausos. A temperatura subiu e, em determinados momentos, o clima lembrou arquibancada em dia de Gre-Nal. Na votação, o projeto foi rejeitado por 7×6 e terá segunda e decisiva votação na sessão de segunda-feira (04.05). O Mais Educação é desenvolvido em mais de 50 escolas de ensino fundamental de Novo Hamburgo e atende no contraturno milhares de alunos hamburguenses de 6 a 14 anos.
Os momentos mais tensos tiveram como protagonistas os vereadores Antonio Lucas (PDT), Issur Koch (PP), Fufa Azevedo (PT) e Cristiano Coller (PDT). Em relação a Fufa, ele subiu na tribuna para fazer uma crítica ao Executivo pela forma como enviou o projeto e, após receber vaias das professoras, disse que “tem de ser homem para vir aqui na frente para se manifestar.”
Mais adiante, o vereador Antonio Lucas pediu a palavra e solicitou respeito dos professores para poder falar – logo ele que, muitas vezes, não respeita a comunidade e vota pensando em interesses próprios, e não nos interesses da população. Ele citou o vereador Issur Koch – que pediu a palavra para se defender. Issur deixou no ar que Lucas pediu licença de saúde para escapar de votação polêmica. Lucas voltou à carga, chamou Issur de “guri” e disparou que “já vi vários vereadores iguais tentando mudar o mundo não se reelegerem”. Issur novamente tomou o microfone lembrando que “não preciso da reeleição, pois sou professor e tenho meu trabalho”.
Na sequência, o vereador Cristiano Coller – sempre tão dócil e sorridente – acusou o golpe de ter a comunidade no cangote. Incomodado com a fala de alguns manifestantes, ele pediu respeito e começou a gritar: “Eu não sou cagão!”; “Se tiver duas mil pessoas aqui, eu não mudo meu voto”; “Meu pai me ensinou a ser macho!”; “Eu sou macho!”; “Não caí aqui de paraquedas!”.
Entre mortos e feridos, todos os vereadores se salvaram. Mas novas feridas se abriram. Em relação ao programa Mais Educação, representantes do Executivo deverão receber amanhã os vereadores e tentarão esclarecer as dúvidas a fim de convencê-los da necessidade de aprovar o projeto.

























